Reggae + Pedalada = Longa caminhada

6 11 2008

Recentemente sai para viajar, aproveitar as férias de julho, como nos bons tempos de escola. Foram apenas duas semaninhas…. e mesmo assim, não passaram em branco.

Foram dois destinos opostos, que serão tratados em posts separados. Hoje conto sobre a segunda metade da viagem. O cenário? A paradisíaca Ilha do Mel e o litoral paranaense. A cidade escolhida chama-se Pontal do Paraná, aproximadamente 2 horas de Curitiba. Chegamos lá descendo a bela estrada da Graciosa, florida, arborizada e extremamente sinuosa.

Sobre a Cidade

Não canso de repetir sobre os inúmeros atributos que vi neste pequeno e pacato (pacato à vera) local. Um lugar miúdo, agradável. O sistema bancário da cidade é 01 (um) caixa eletrônico do Banco do Brasil. Só!!! A agência mais próxima fica a aproximadamente 20 min de ônibus! É uma cidade menor do que o bairro em que moro. Tem um pequeno comércio local, quase todos os 3 mercados pertencem ao mesmo prefeito (não posso garantir a veracidade desta informação…), um campus da UFPR, o que torna a cidade, digamos, interessante e a Ilha do Mel. Ah! Sim, quase me esqueci do que realmente bomba na cidade: estacionamentos!!! Se você quiser ir para Ilha do Mel, inevitavelmente passará por Pontal. Indo de carro, inevitavelmente estacionará em Pontal. Querendo que seu carro esteja lá, da forma em que deixou, como bom turista desconfiado, estacionará num desses estabelecimentos.

Com o espírito aventureiro aflorado, querendo ser o turista raiz, arrumei uma bicicleta para explorar o local. Um meio de transporte ecologicamente correto, saudável e que não chamaria muito a atenção. O modelo utilizado provavelmente figurava entre os “tops de linha” do início dos anos 90. Um arraso. Estado de conservação super-questionável, mas tudo bem. Pensei eu: “quando saímos em férias, não podemos nos apegar a estes detalhes.” Uma rápida parada num dos 2 postos de gasolina para completar o tanque (calibrar os pneus), pegar algumas informações rápidas e partir pro rock ‘n’ roll.

Pé na estrada! Minha bike era equipada com uma bela de uma cestinha na frente do guidon. Rapidamente coloquei a camiseta e minha pochete de 1001 utilidades nela, conferindo um pouco de utilidade a cada um dos acessórios do veículo, a medida que eu ia descobrindo. Domingão de sol, muito sol. Era um clima agradável do sul, um dia fresco que te motiva à práticas ao ar livre, seja ela qual for. Chegando na praia, vi uma paisagem incrível. Uma longa e extensa faixa de areia bem compactada me convidava a um passeio. Olhei para um lado, depois para o outro e, como bom destro, segui para a direita. Pedalada vai, pedalada vem, cheguei perto de uma galerinha “du surfe”, nego mandando ver. Fazendo justiça radical em marolinhas de 30cm. Vi um seleto e bem representado quorun feminino na areia, todas lindas loiras e muito educadas, todas responderam sonoramente ao ‘bom dia!’ que as enviei.

rock 'n' roll beach ride!!!

rock

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O que é um perrengue?

15 10 2008

“Perrengue é a arte milenar de transformar simples coisas em desastres totais.” 

Releitura de um dito popular que exemplifica esta afirmação: “o atalho é sempre a maior distância entre dois pontos.”

Perrengue é passar por uma situação de emergência, sufoco e aperto. Mas o que torna o perrengue Perrengue é o fato de, num futuro próximo, ele ser narrado como uma aventura ou situação cômica e embalar noites a fora de risadas e bebedeiras. 

Por isso, não confunda Perrengue com histórias trágicas. Lembre-se: um perrengue é você ter uma terrível caganeira dor de barriga numa rodoviária do interior do estado. Isto pode te custar uma meia suja ou uma cueca, caso elas estejam em condições de substituir o jornal papel higiênico. Resolvido isso, quando encontrar seus amigos, narrar a superação desta façanha – ‘parabéns’,  você acaba de passar por um perrengue. Trágico, é se esse desarranjo intestinal se complicasse para uma infecção e te custasse a vida, ou pior, mais uma cueca (limpa!).

O Perrengue tem sua relação com o alcool… e como tem! Um pode ser decorrente do outro e vice-versa e de frente pra trás. Deixo exemplos para cada leitor refletir sobre o seu próprio (são os mais engraçados, com certeza) e coloco mais um elemento para a reflexão: Perrengue é tipo um porre (ou pileque, se preferir). Você sabe mais ou menos por que começa; sabe exatamente quando começa e não faz idéia de quando e como terminará! Mas lembre-se para ser imortalizado como perrengue deve ter um final razoavelmente feliz, se não vira coluna policial.

O Perrengue na Trip nasceu hoje, para catalogar histórias próprias, perrengues escondidos ao longo dessas caminhas pelo Brasil e também reunir histórias que ouvimos e merecem ser compartilhadas.

Agradeço desde já a visita, uma boa leitura.

Rafael.








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