Perrengue Off-Road 1 – Saquarema

10 01 2009

Amigos do Perrengue bem-vindos a 2009! (acho que vou ficar nesse clima de réveillon até o carnaval…)

O primeiro perrengue do ano fala de sobre uma investida marota de minha parte, querendo ser malandro e fazer bonito para de um ser do sexo oposto. Ok, perrengues à parte, tive uma pequena parcela de sucesso. (não vou sair queimando meu filme no meu próprio blog, né?!)

Saímos da aprazível Niterói-RJ eu, uma bela cantora, que será carinhosamente chamada de Limão e a Dolores, protagonista da história de hoje. Era um sábado à noite, após um longo dia de trabalho e reuniões (é… neguinho…sábado) rumamos para Sampaio Correa, distrito de Saquarema-RJ, para o Sítio do Galo. (jurisdição do Sr Presidente, líder dos Limoeiros. Mais pra frente falaremos sobre ele) Um trajeto curto de aproximadamente uma hora e meia, aparentemente inofensivo, principalmente por estarmos à bordo da destemida Dolô.

A Dolores

Como diria nosso prefeito – “é mesmo um caso de amor, desses que ninguém destrói…”

Seria uma desavença de minha parte tratar a Dolores como um carro, pois não o é. O nome Dolores da mitologia da minha cabeça refere-se à uma mulher guerreira (NÃO! NÃO É A XENA!) batalhadora, casca-grossa e de muita personalidade. Dolores é minha primeira dama, levemente ciumenta. É um jipe, Toyota Bandeirantes de 1981. Sim, é um ano mais velha do que eu. No início de nossa relação, ela trajava um modelito azul-calcinha, comovendo multidões por onde passava. Foi presenteada, por um dos seus padrinhos, o Hanson, com uma calcinha azul da mesma cor de sua lataria. Exibíamos tal “amuleto da sorte” pendurado no retrovisor. Hoje, mais madura e moderna, traja uma roupagem arrojada, batizada por mim de azul-pit-bull-boladão.

 

A Destemida Dolores

A Destemida Dolores

 

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Paraty-Trindade

25 11 2008

 

Olá amigos do perrengue! Vocês conhecem a Costa Verde? Sim… ela mesmo, no eixo Rio-São Paulo, pela belíssima estrada Rio-Santos.

Caso não, deveriam conhecer. É verde devido ao belo mar; é verde devido à mata atlântica exuberante que acompanha o relevo montanhoso. Este foi o palco (ou picadeiro…) do perrengue de hoje.

- Juleba, acorda!!! Partiu viajar?!

- Hã? Hã? “FDP” Hã?

- Porra! É feridadão! Partiu. Taca meia dúzia de coisas na mala do teu carro e partiu (e passa aqui me pegar, né?)

- Pô… sei lá. Acho que não… Foda-se Dane-se! To indo! Alias, pra onde?

- Chega aê (expressão popular tipicamente carioca. Algo parecido com chega aqui) que a gente decide.

Prontamente meu grande amigo e parceiro de trip estava lá. Olhamos uns mapas na internet, e escolhemos a Costa Verde como destino. Precisamente o eixo Paraty-Trindade. Eu já conhecia muito bem a cidade de Paraty e todos os belos roteiros feitos de barco disponíveis na região. Mas sempre fui num esquemão família, pousada incrivelmente confortável e o saveiro era um dos melhores da região. Mas como diz o pessoal, dessa vez eu queria ir “com emoção”.

Juntei meia dúzia de tralhas e pé na estrada. Como uma viagem planejada em um telefonema de 2 minutos, alguns imprevistos eram esperados. Fomos num belo dia de sol, Rock ‘n’ Road total. E de tempos em tempos: “cara, tenta lembrar ai das coisas que estamos esquecendo, pra comprar logo na estrada…” Claro que não lembramos de absolutamente nada.

Como um belo feriado prolongado, quem conhece a Rio-Santos, sabe da dificuldade MERDA que é o transito e o engarrafamento. Pois é. Fritamos, cozinhamos ao vapor de escapamentos, fizemos amizade com ambulantes que carinhosamente nos apelidaram de “O Cabeludo” & “O japonês”. Praticamente um casal gay-freak-show, uma dupla sertaneja com apresentação à la Furacão 2000, a número um do Brasil. (“A Coisa”  “O Cacareco” e.g.)

Chegamos em Paraty e começou nossa busca por comida, abrigo e cerveja. Bebemos uma gelada pra melhorar o entendimento. Eis que paramos numa agradável pousada. O rapaz da recepção disse: “Ta cheio, irmão. Mas péraí? Vocês estão na pista?” (expressão carioca equivalente a dê bobeira, ou neste caso: SOLTEIROS) Evitando uma confusão homossexual confirmamos em alto em bom som. “Cara, sai de Paraty. Aqui vocês não vão matar nada. A boa mesmo é Trindade. Lá tem tipo a galera de vocês. (seja lá o que o cidadão quis dizer com isso…)

Seguindo os conselhos truncados no melhor estilo Mestre dos Magos, partimos sedentos para Trindade. Isso já era finalzinho de tarde. Chegamos na aprazível Trindade à noite, sob a iluminação magnífica de uma lua cheia. Foi ótimo, porque a estrada é bizarra, passamos por um semi-rio. Nada que representasse perigo ao Santanão Cinza-Bandido do Juleba. (caro leitor, esta informação fará todo o sentido ao final do post)

 

Mijão e o Santana Boladão

Mijão e o Santana Boladão

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