4a Exp. PNT – Expedição Pingas & ET’s

8 06 2009

É isso ai pessoal! Estamos a 2 dias de nossa partida rumo ao exotérico destino de São Tomé das Letras – MG.

Nosso roteiro inicial será:

dia 10 – partimos de Niterói às 17:30, com chegada prevista para as 23h (sem cogitar a possibilidade de errar o caminho). Neste mesmo dia pretendemos achar a pousada que reservamos e se possível ainda, dormir nela! São planos arrojados para o primeiro dia, mas segundo o navegador da expedição, Olavo: ” estamos cientes do tamanho do desafio, mas nossa equipe está preparada para garantir um bom resultado”. Sendo otimista, se tudo der certo, ainda na primeira noite vamos comer, beber a Pinga com Mel do Nanau (por favor, sem qualquer tipo de associação poluída) que é vendida na casa dele, na rua principal que dá acesso à Pirâmide.

dia 11 – sei lá… se tudo der certo, será uma ressaca monstruosa, numa manhã pra lá de gelada. A previsão do tempo mostrou semana passada a temperatura de -3*C! Mas acredito que tomaremos café numa padaria próximo à praça, rodaremos alguns pontos na cidade e partiremos para algumas cachoeiras mais afastadas, para testar a potência da Dolores OffRoad 4×4.

 

Não lembro que cachu é essa, mas acho que é a Sobradinho, em 2003.

Não lembro que cachu é essa, mas acho que é a Sobradinho, em 2003.

 

 

dia 12 – to pensando em estender esse roteiro até o município de Baependi ou Sobradinho. Vamos ver…Busaca por ET´s durante a noite, se possível ver o Sol nascer lá do mirante do Cruzeiro.

dia 13 – novo roteiro por São Tomé, visitando as principais cachoeiras. Ladeira do Amendoim & Almoço “antes e depois”. Busaca implacável por ET´s durante a noite (TODA).

 

Boa parte da cidade é construida com pedra São Tomé!

Boa parte da cidade é construida com pedra São Tomé!

 

 

dia 14 – café da manhã reforçado e pé na estrada. Ainda vamos escolher uma cidade legal para o almoço de despedida da Expedição.

Aparentemente, tudo para ser uma trip normal…





4a EXPEDIÇÃO PERRENGUE NA TRIP: PINGAS & ET’S

2 06 2009

Amigos do Perrengue na TRIP, tudo na paz? É com grande orgulho e ansiedade que anunciamos nossa quarta Expedição Perrengue na TRIP! Ainda na sequência de incursões ao território mineiro, o destino escolhido é famoso por emanar uma energia cósmico-transcendental; um pólo magnético dos bons fluidos (cachaça) que atrai gente estranha e esquisita de toda a galáxia!

 

Cachoeira Vale das Borboletas

Cachoeira Vale das Borboletas

Sim… Sem mais delongas e arrodeios, nossa equipe irá para o universo do desconhecido, de onde nenhum sóbrio jamais retornou:  SÃO TOMÉ DAS LETRAS – MG. Terra da ilustre personlidade, Ventania.

Uma confluência cósmica de seres extraterrenos, pinga com mel, comida mineira no fogão a lenha, cachoeiras, cogumelos, pessoas de boa energia e psicotrópicos variados, faz do município de São Tomé das Letras um lugar todo especial. Localizado no sul de Minas, sua referência geográfica ainda é a cidade do rei Pelé, Três Corações. Durante décadas passadas era um santuário muito freqüentado por hippies e suas variantes, por ser tratado como um local “energizado”. Fator este, que fez com que muitas comunidades alternativas fossem para lá.

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A composição do solo e de praticamente toda a cidade é feita de pedra São Tomé. Isso mesmo essa pedra porosa, de cor amarelada, muito utilizada na construção de pergolados e áreas de piscina. Esta é a origem de seu nome. A composição do solo, rico em minerais, a localização e muita cachaça, fazem de São Tomé das Letras um local permeado de misticismo. Além da atratividade de seres alienígenas, acredita-se que o município é um dos pontos energéticos da terra, assim como Machu Pichu. E ainda para deixar os viajantes mais curiosos, existem milhares de cachoeiras, grutas e túneis na região. Um dos túneis em especial foi alvo de uma incursão do exército de montanhas de Três Corações. Uma expedição de 3 dias para dentro do túnel… e adivinhe: retornaram, sem saber onde é o seu final! (não consigo averiguar a veracidade dessas informações, mas na primeira vez que fui lá, os locais juram isso de pé junto…) Facções mais radicais do misticismo acreditam que esta seja uma passagem que liga São Tomé das Letras à Machu Pichu…

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E aí? Vamos encarar essa?





Trilha sonora da TRIP!

19 05 2009

 Amigos do Perrengue, como estão? A poucos posts atrás falei sobre foco do blog etc & tal. Pois é, mas como o blog é meu, resolvi usar do artifício poético de blogueiro e dono da bola para mais uma escapedela da temática perrengue.

 Ontem, em minha visita diária ao blog de música brasileira Um Que Tenha, achei mais uma curiosidade musical: Orquestra Brasileira de Música Jamaicana. HEIN? Isso mesmo. Músicas brasileiras, orquestradas, dubeadas e reggaeadas de forma incrível.

 É válido explicar aos leitores que minha segunda paixão é viajar. Conhecer pessoas e rir dos perrengues que compartilho com vocês. Mas o que me faz transcender mesmo é a música. Ouvir um som quietinho, absorvendo e interpretando cada detalhe; cada dica; cada capricho do artista… isso sim, é uma grande força motriz, capaz de impor, qual será o ritmo do seu dia!

 Reparem que em grande parte dos perrengues, comento sobre que trilha sonora estava contextualizada. Em minha opinião, uma viagem, seja qual for, merece um set-list, dedicado e feito com carinho. Pois é ele que te levará além.

link para donwload: AQUIobmj_promo_1





Perrengue do Leitor – Nesse caso de um amigo também!

29 04 2009

RELATO  DO  PASSEIO  A  CARRANCAS   1º CAPÍTULO

Amigos do Perrengue na Trip! O post de hoje se trata de um relato maravilhoso de uma recente aventura 4×4. É uma prática comum entre os grupos de jipeiros enviar um relato da aventura para os amigos e compartilhar assim os perrengues e aprendizagens de cada trilha. 

Este relato foi gentilmente cedido ao Perrengue na Trip, pelo jipeiro, redator e amigo Aldo. 

Participaram deste passeio: – Aldo e Eliane – Alex, Alexandra e Luna (a partir do 2º dia) – Luis Ernesto, Letícia e Liz – Michelangelo e Letícia com o casal de amigos Ademar e Lúcia. O período escolhido para o passeio foi de 23 a 26/04/09, uma quinta feira com feriado e sexta enforcada, mais sábado e domingo. Despertador tocando às 05:30h da madruga. Noite ainda. Chamei Eliane para ajudar nos preparativos. Colocamos a tralharada no carro e ainda deu tempo para tomar um breve e rápido café, sem acompanhamentos porque o café completo seria no BELVEDERE da Dutra .

Breve e rápido, mas não precisava estar tão quente. Apressado, acabei queimando os beiços. Partimos às 06:28h em direção ao BELVEDERE, que seria o ponto de encontro, marcado para 08:00h, e conforme eu havia programado, lá chegamos às 07:30 horas, com meia hora de antecedência, tempo suficiente para tomarmos um ótimo café e degustarmos um pastel, ótimo no sabor e enorme no tamanho (é quase um almoço). Isto feito, saímos da lanchonete e posicionei-me para observar a chegada dos veículos, pois já eram quase 08:00h e o pessoal já poderia estar chegando. Liguei o talk-about para entrar em contato: sem sucesso. Tentativa pelo celular: nada. Mais algum tempo e consegui falar com o Luis Ernesto que informou ter enfrentado um probleminha de partida no motor (pegou no tranco), mas já estava a caminho e logo estaria chegando. O primeiro a chegar foi o Michelangelo, às 08:34h. Neste mesmo horário chegaram Ademar e Lúcia, e não poderia ser diferente já que estavam de Zequinha. Luis Ernesto chegou às 08:47h, isto porque já estava pertinho. Fiquei imaginando se ele estivesse longe. O Alex não viria neste horário de encontro devido a compromissos profissionais e só partiria do Rio no final da tarde. Deste modo, conseguimos sair do BELVEDERE às 09:05 horas.

Concluí que tinha cometido um erro ao chegar tão cedo. E um erro desses não deve ficar impune e a penalidade que sofri foi ter que ouvir Eliane buzinando nos meus ouvidos até a saída da Dutra, em Piraí, pois ela não se conformava de eu tê-la acordado tão cedo para depois ficar esperando durante uma hora. Ali mesmo em Piraí já nos embrenhamos por uma trilha cujo nível pode-se considerar super-leve. O roteiro estava no GPS do Luis e, após algumas idas e vindas para correção do percurso, às 10:05 h a trilha nos levou a um pequeno município chamado Pinheiral. PINHEIRAL ???? Conclusão: “estamos fora do roteiro”. Param-se os carros, todo mundo salta, puxam-se os “note book”, consulta daqui, consulta dali e: ¬ Realmente estamos fora do roteiro, mas a correção é fácil. ?Como teria sido possível o GPS se enganar? ?Termos saído do roteiro e ele não acusar? Este era o segundo sinal e não percebemos (o primeiro foi ao dar a partida ainda no Rio). Correções feitas, partimos e, alternando asfalto e paralelepípedo fomos passando pelos arredores de Volta Redonda, Barra Mansa, até chegarmos a uma estrada de terra que nos levou a Santa Rita do Zarhur.

Continuamos em frente por estrada de chão e chegamos a Amparo, mais precisamente Nossa Senhora do Amparo. EEEPPPAAAAA. AMPARO ????? Novas consultas e …… conclusão: ¬ Gente estamos fora do roteiro de novo, mas daqui de Amparo é fácil chegar a Santa Isabel do Rio Preto onde retornaremos ao roteiro original, e de lá seguiremos para Sta. Rita da Jacutinga. O GPS nos enganara de novo, ou será que nós é que estávamos enganando o GPS. Era o terceiro sinal, e ninguém percebeu. Se percebeu não falou. (Agora, escrevendo, é fácil falar). Por uma estrada de chão partimos em direção a Santa Isabel. Passamos por belos lugares, aliás, bonitos desde quando entramos na trilha em Piraí, sendo única exceção os arredores de Volta Redonda. Chegando a Santa Isabel o Luis entra em um posto e diz que o carro está com algum problema na parte elétrica. O Michelangelo remexe em uma de suas “N” malas de ferramentas e sai de lá com um multímetro. Mede a tensão na saída da bateria: OK! Mede a tensão na entrada do alternador: OK! Mede a tensão na saída do alternador: CCHHIIIII. È o alternador. O motor é desligado e são feitas as primeiras inspeções.

Decide-se por ir até Santa Rita para procurar um eletricista. Tivemos que empurrar o carro para fazer o motor pegar. Demos segmento ao nosso roteiro em direção a Santa Rita. No entanto, quando estamos passando em frente à estação da VALE, o motor apaga de vez, com o carro andando.O carro tem que ser rebocado pela Land do Miche (nova abreviatura de Michelangelo, mas só pode ser usada pela Letícia. Eu arrisco usar apenas porque estou escrevendo. Falar, nem pensar). E foi assim que chegamos a Santa Rita da Jacutinga, às 11:30h com a Land do Luis sendo rebocada. Paramos ao lado de um posto onde há uma bela vista para um lago. Um motoqueiro acercou-se e, tomando conhecimento do problema, disse que mandaria um eletricista que lhe devia alguns favores. Nunca chegou. Felizmente o Luis e o Michelangelo (é melhor voltar ao nome original) não ficaram esperando o eletricista e logo se puseram a consertar o carro. O Luis abre o seu porta-malas e sai de lá com um alternador. Legal, achei prudente. Olho para o outro lado e vejo o Michelangelo remexer nas suas maletas e, de repente, sair de lá com outro alternador na mão. Ué, fiquei pensando, assim já é prudência demais. Mãos a obra para trocar o alternador. Caramba, que meleca, não é mole não.

São 15:00 h e finalmente chega a fome. Eu e Eliane saímos para pegar um sanduba, pois os demais já haviam comido, exceto Luis e Michelangelo. Traçamos um sanduíche de lingüiça frita com uma coke geladona. Huuummmmm. Delícia. Voltávamos ao local onde estavam os carros quando observo um pássaro pousando no galho seco de uma arvore. Não acreditei no que via, e por não acreditar, perguntei à Eliane o que era aquilo. Sim, era um tucano, lindo, que consciente de sua beleza deu-se ao luxo de posar para fotografia. Máquina em punho, zoom em 30X, e o resultado em um arquivo de apenas 29 Kb foi este:

Esse tucano aparece mais tarde...

Esse tucano aparece mais tarde...

Uma pena que os demais não tenham visto. Foi o tempo para 6 fotos e o bicho achou que já era demais. Saiu fora e não deu mais a cara. Retornemos ao alternador. Às 15:30 horas, até solda já havia sido feita (não duvido que aquela Land do Michelangelo tenha betoneira, cortador de grama, martelo pneumático, picador de cana para alimentação de animais, etc.). Finalmente o alternador fora substituído. ¬ Vamos ligar. Nada, nenhum sinal. Volta com o multímetro para verificar a tensão e constata-se que a bateria perdeu toda a carga. ¬ Vamos empurrar. Não adianta, diz o Luiz, se a bateria está sem carga a solenóide não vai abrir, e não abrindo a solenóide o carro não vai pegar. (Fiquei quieto no meu canto, pois não entendi nada do que ele falou. E tem gente que acha que engenheiro mecânico tem que entender de carro). ¬ Só se der uma chupeta. Vocês podem não acreditar, foi uma chupeta de meia hora. Gente, meia hora de chupeta é coisa que não acaba mais. ¬ Agora vamos ligar. Nada. Luis conclui e insiste que o problema está além da bateria e do alternador. ¬ Vamos tentar carregar a bateria e ligar o carro com ele sendo rebocado. De alguma forma o carro pegou. Embarcamos todos e partimos rumo a CARRANCAS. Alternador trocado e o motor rodando, agora para não ter mais problemas.

Eram 16:30h. Não chegamos a andar 1 quilômetro. Estávamos ainda na saída da cidade quando tive o sentimento de que o mundo desabava sobre nós. Voltamos a estaca zero. Entramos mais uma vez em Sta. Rita com a Land sendo rebocada, só que desta vez no centro da cidade. A esta altura do campeonato, quem nos olhava pensava tratar-se de um cortejo fúnebre. “Procura-se um eletricista”. “Procura-se um eletricista”.

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Um pedestre informa que conhece um e passa as coordenadas da residência. Michelangelo larga a Land do Luis “ali mesmo” e sai a procura do tal eletricista. “Ali mesmo” era em pleno cruzamento, exatamente embaixo do sinal se ali houvesse algum. Uma posição muito desconfortável conforme podemos observar abaixo: Certamente não há guarda naquela cidade porque o carro ficou ali parado por uns 10 minutos. Também não houve engarrafamento. A situação já estava chata com o pessoal ali da esquina olhando. Aproveitando que estava em uma descida, o Luis deixou o carro rolar suavemente rampa abaixo, até a próxima esquina, onde estacionou rente ao meio fio. Coincidência ou não, talvez interferência do destino, não importa, o que sei é que exatamente em frente, do outro lado da rua, havia uma oficina. Neste momento retornava Michelangelo dizendo que o eletricista não estava em casa. Entramos na oficina para saber se ali havia alguém que entendesse de motor diesel.

¬ Eu entendo. Era um negão, camiseta amarela fornecida por uma “porcaria” de partido político e com a “bosta” de um tucano pintado nas costas. O Luis passou os sintomas do carro para ele.

¬ Vamos ver. Abra o capô (e dirigiu-se para a traseira do carro – ccchhhiiiiii, não entendi). Deu a volta no veículo e, já com o capô aberto, enfiou a mão no compartimento do motor, mas rapidamente a retirou, como se estivesse afastando-a devido ao calor do motor.

¬ O cabo da válvula solenóide da bomba injetora está quebrado. Descascou a ponta do cabo, prendeu-o novamente e disse que, se o problema era só aquele, agora ele iria pegar.

¬ Vamos empurrar. Habilitaram-se espontaneamente Aldo, Ademar, Michelangelo e o Negão, enquanto que o Luis ficava no volante. Aquela DEFENDER enorme, 4 X 4, naquele instante de humilhação, mas também de grande humildade, vira uma simples 4 X 8 ( quatro caras empurrando num total de oito pernas). Já passava de 17:00 horas e começava a escurecer, não só pelo final de tarde, mas nuvens negras aproximavam-se rapidamente vindo lá das bandas de Volta Redonda. Sob a força dos 4 HP, a pesada DEFENDER lentamente começa a se mover. O céu cada vez mais escuro. O carro vai ganhando alguma velocidade. O ambiente está tenso. A velocidade aumentando, cada vez mais, mais, mmaaiiss, mmmaaaaaiiiiiiiiiiiissssssssssssss…………. Ô gente, “péra” aí. Não podemos nos esquecer que estávamos em Santa Rita da Jacutinga e era dia de São Jorge. Certamente Santa Rita intercedeu por nós e o Jorjão deve ter batido um tambor legal, porque de repente:

VVVRRRRRRUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMMMM VVVVVRRRRRRRUUUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMMMMMM (outra acelerada) VVVVVVVVVVVVVRRRRRRRRRRRRRRRRRRUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM

Agora sim, aquela Land esbanjava toda a saúde de seu motor. Qualquer pessoa, ainda que de olhos vendados, poderia afirmar categoricamente que: “Aquela era uma Land”. Luis Ernesto desce do carro todo satisfeito e neste instante voltei a lembrar que ele também sabia sorrir. Todos comemoravam efusivamente. Abraços por todos os lados. Salve o Flávio! Salve o Flávio! Até então era o negão, mas agora, com a sua linda camiseta amarela do PSDB e um belo tucano desenhado nas costas. Salve o Flávio! Qualquer coisa era motivo de alegria. O primeiro raio risca o céu a meio horizonte, tendo como fundo as nuvens negras. Uma cena maravilhosa (alguns instantes atrás certamente eu teria dito: PQP ). O passeio, que para a maioria de nós já tinha ido pro saco, volta a ganhar força. Rapidamente são verificadas as tensões na bateria e na saída do alternador. Tudo em ordem. Eram 17:35 horas. Entramos nos carros e partimos rumo a CARRANCAS. O motor da Land agora roncava lindo, bonito, redondo. Estava tão bem que partimos com a certeza de que não mais incomodaria.

(HHUUUUUMMMMM, SERÁÁ???) NÃO PERCAM. EM BREVE O 2º E ÚLTIMO CAPÍTULO DO RELATO





2a Expedição Perrengue na TRIP – Utilidade Pública

24 04 2009

Amigos del Perrengue Loco, boa tarde. Conversando recentemente com amigos, em torno de uma cerveja razoavelmente gelada, percebi que nosso blog tem fugido um pouquinho de sua temática principal.

Continuamos a retratar apenas de perrengues e histórias ilárias que acontecem em todas as viagens, mas acho que estamos relaxando na contrução gramatical dos posts, com muita informalidade no vocabulário e informações úteis sobre os destinos estão em falta.

Para dar um basta nesta situação de caos e desordem, resolvi, enquanto ainda é tempo, em adicionar informações atualizadas sobre o Parque Estadual de Ibitipoca, devidamente aproveitada na páscoa de 2009 e seus acessos.

1) Primeiramente, elogiar as estradas. Lembram da famosa “estradinha de Ibitipoca” usada como referência para “estrada bizarramente ruim e íngreme”? Pois é continua íngreme, porém em grande parte, calçada com um tipo de paralelepípido novinho em folha. Inclusive, sacaneei um casal de amigos que deixaram de ir com medo da estrada.

2) Acesso à Lima Duarte. Essa é boa. Sempre erramos a bendita entrada para Lima Duarte, logo após passarmos Juiz de Fora. Mas a parada é: são 3 entradas! A 1a delas é simplismente a pior de todas, com trecho de terra!!! Tem mais duas, com cara de “entradas oficiais” , com trevo e placas de sinalização melhores.

3) Chegue cedo ao parque! Indo em alta temporada, formam-se filas na entrada! É uma bosta, sair de uma capital, cheia de filas para encarar uma filinha na entrada do parque, logo pela manhã. O parque tem limitação de 800 visitantes por dia! Logo, se se atarasar, corre risco de ficar se embreagando de cachaça no meio da estrada… o que não é de todo mal estando em Minas…

Fila? Aqui? PQP...

4) Preço para acesso ao Parque: R$15 em alta temporada. Não lembro no preço em baixa temporada, mas é tipo R$10. Estudantes identificados pagam meia! Leve sua carteirinha. Só aceitam pagamento em dinheiro. Após longa espera na fila, perguntei ao gordinho do caixa: “Posso pagar com amor?” “E com paz mundial?” após uma risadinha mineira, disse que era só dinheiro mesmo. Bom, eu tentei.

5) Trilhas pelo parque estão muito bem sinalizadas. Nosso dinheirinho sendo bem gasto. Alias, uma infraestrutura muito boa com banheiros, filtros nas torneiras, cantina (mix de mini-mercearia loja de R$1,99) com e restaurante disponível dentro do parque, bem perto da sede.

6) Utilização de guias. Disponíveis na cidade, nas operadoras de turismo. Mas, digo que não é mais obrigatório a contratação para fazer as trilhas dentro do parque. Da outra vez que fui só podíamos entrar no parque com um guia credenciado junto com o grupo. Foi muito legal, pois era um guia muito doidão, cheio dos dreads-locks e contava muitas histórias sobre o lugar. 

7) Bar do Firma!!!! Caraca, que lugar incrível! Que energia boa! Saca o filme Piratas do Caribe 2? Quando o Jack Sparow desaparece e os piratas vão à casa de uma bruxa? O lugar é igual à casa dela!!! Cheio dos breguetes pendurados!! Chegando lá, vá conversar com o dono, o Firma. Cara da paz, curte muito papear com o pessoal. Chegando lá, peça pela Jenny! Uma pinga com mel que tem seu charme e segredo. As garrafas ficam penduradas no teto. Basta um sinal pro Firma, que ele roda um moedor de carne com uma cordinha e uma garrafa de Jenny aparece na sua mesa! É uma estrada de terra a uns 2 km da cidade. 

8) Rola de acampar no Parque! Programe-se! Pois são apenas 15 ou 20 barracas! Acho que custa R$20 por dia. (podendo variar para mais ou para menos. Desculpem-me, mas so passava lá com pressa pela manhã ou já escuro na volta)

 

Fim de Tarde no Pico do Pião - certeza de que você vai voltar à noite!

Fim de Tarde no Pico do Pião - certeza de que você vai voltar à noite!

 

 

9) Programe bem sua caminhada! As trilhas são relativamente longas (8km a mais distante). Por isso prepare-se para retornar ainda com luz do dia. Caminhar a noite é ruim, você fica tropeçando igual a um bêbado, as meninas ficam reclamando. Por isso, agasalhos, comidinhas e lanternas são bem vidos!

10) Ficamos dessa vez acampados no Camping Canto da Vida. Show de bola! Limpo, organizados em platôs e bem familia. Mesmo os vários grupos de jovens respeitavão o descanço alheio. O proprietário se chama Nelson, super gente-boa. Conectado na internet, serve em seu menu musical no café da manhã desde raridades dos Beatles, passando por Chopin e clássicos do 70’s rock! Da outra vez, ficamos num dos chalés dos Americanos, ótima pedida também! Bem confortável, lareira, novo em folha. Dessa vez ficamos acampados pois a meninas queriam “aventura”. Quem sou eu pra contrariar?!

Para melhorar seu leque de informações recomendo um portal bem legal, que me ajuda a programar muitas viagens: Clube dos Aventureiros. É um pessoal que além de profissinais no esporte de aventura, tem uma grande paixão pelo que fazem. Já enchi o saco dos caras por email, pedindo mais dicas sobre os roteiros e eles sempre respondem com muita boa vontade. (pelo menos é o que parece rsssss)

Bom, pelo que me lembro é isso aí! Qualquer lembrança póstuma, escrevo novamente. Abraço e boa trilha!





2a Expedição Perrengue na TRIP – IBITIWALKER

20 04 2009

Salve amantes incondicionais do perrengue! Nossa 2ª Expedição Perrengue na TRIP foi um sucesso! Inclusive, num raro momento da vida, ouso propor uma mudança no título da expedição e substituir o título. De:

 

2ª Expedição Perrengue na TRIP – IBITIPINGA, por

 

1ª Expedição Luxo na TRIP – IBITIWALKER!

 

Por que raios IBITIWALKER? Para fomentar a visitação de leitores internacionais ao blog? Claro que não. A inclusão do sufixo Walker tem duas explicações distintas. Walker que faz referência explicita, no idioma inglês, ao “cara que caminha”. Pois é. Ele mesmo, velho conhecido dessa juventude “sarada”, o Joãozinho Caminhador. Um primo muito famoso dele é o paraguaio, Juanito Adarilho. (era como estávamos chamando durante toda a viagem…) Mas todos são primos pobres do Jonnhy Walker. O Juanito foi o elemento surpresa dessa incursão em solo mineiro. Não apenas um, mas três garrafas do bom e velho Chapolin Colorado.

 

Outra possível razão para tal estranho sufixo é sua tradução informal, onde Walker remete à idéia de “quem anda igual a um corno, ladeira à cima e ladeira à baixo”. Essa também se aplica com requintes de muito ácido lático e fadiga muscular. Uma verdadeira sopa de letrinhas nada anabolizadas, em corpos sarados à base de muita malhação com mouse ótico e bronzeamento de LCD.  Um show de horrores obtido com cada passo dado na conquista dos 20km que caminhávamos em cada dia. (É, neguinho vintinho por dia de sobe e desce, tá ligado? E não tinha essa de “01, pede pra sair”. Sair pra onde? Do meio do mato para o outro meio do mato)

 

Agora imagino que a curiosidade está corroendo seus estômagos vermifugados e uma pergunta ecoa incessantemente e suas cabeças: “POR QUE LUXO NA TRIP?” Certo?

 

Primeiramente, vamos à conceituação de luxo: sua origem etimológica é o latin, luxus. Refere-se ostentação de riqueza, esplendor. (fonte: winkipedia) Agora, da minha cabeça, podemos falar de luxo como ostentação de riqueza, uma vez que falamos de riqueza, falamos diretamente sobre valor. Ainda emburacando-se nesse devaneio de doidão, poderíamos discutir, no caso monologar, por horas (linhas) sobre o conceito de valor. Onde raios quero chegar: a relatividade do conceito de valor. O valor, por essência, faz a comparação entre duas ou mais coisas, correlatas ou não, para estabelecer um parâmetro, ainda que muito fictício sobre “quanto vale alguma coisa”. Essa, meus caros leitores, pode ser a grande discussão da nossa Era. Quanto vale e quem determina isso? Indo além, por que vale isso? [nota do autor: por essa não se tratar da temática central do blog, deixarei apenas como uma pulga virtual, que pode ser recortada daqui e ser colocada atrás de uma orelha, rendendo assim uma boa discussão sobre a temática]

 

Mas e aí? De onde saiu a pombas do luxo? Vamos exercitar: uma dose de uísque Juanito Andarilho, rubro R$12. Um bombom de chocolate, ferrero, desses com uma avelã dentro, R$1,00. Uaáááu, que luxo, hein….? Aí que retornamos a discussão. (não vou pontuar sobre desigualdade social, valor convertido em alimentação efetiva ou quantas pessoas nunca terão oportunidade de comer isso na vida, por motivos já citados).

 

Luxo? Caminhe por trilhas morro acima e morro abaixo por 5 horas, se possível, observe a paisagem a sua volta. Fique exausto.

"Ando devagar, poque já tive pressa..."

 

Depois, faça 40 minutos de caminhada pelo curso de um rio. Isso eu garanto, foi uma experiência maravilhosa pela sensação, pela paisagem e pela boa companhia. Esse rio é muito, mas muito gelado. Quando você acha que já acabou, escorregue e molhe sua mochila.

Um belo caminho para quem sai da Janela do Céu.

 

Ai, um pouco mais à frente, tudo muda. Seja contemplado com uma cachoeira fantástica e cinematográfica. Dessas que arranca do seu peito um grito de vitória e satisfação, diante de uma manifestação de rara beleza. Corra igual a um maluco e faça movimentos desconexos para sair bem na foto. Depois disso, descongele da água fria junto com bons amigos à goladas generosas de uísque, de frente para a cachoeira. Para finalizar, seja surpreendido com uma caixa enorme de bombons.

Uhuuuuuu! Ibitipoca - MG

 

Diz aí: é luxo ou não é?





2a Expedição Perrengue Na Trip: IbitiPINGA

7 04 2009

Olá Amigos e Amantes do Perrengue Na Trip! Após um longo período de sono pós-feijoada, retornamos lentos, pesados, flatulantes e cheio de amor pra dar!

Durante este período de imersão astrológica, repensamos no sentido da vida, nas possibilidades extraterrenas de vida e decidimos que, mais uma expedição Perrengue Na Trip, juntamente com um traçado, pode ajudar a melhorar o entendimento. Por isso, pegamos nosso mapa, nossa bússola e traçamos um destino: Ibitipoca, em Minas Gerais. Vamos para o Parque Estadual de Ibitipoca, que fica no no município de Lima Duarte (“tô certo ou tô errado?!”), na Zona da Mata Mineira, uai. Vamos buscar trilhas, cachoeiras, cana, forró e dores musculares. Um conjunto de ingredientes danados de bom, que juntos são capazes de render maravilhosas histórias para o blog.

Momento introspectivo - Ibitipoca MG

Momento introspectivo - Ibitipoca MG

Mas quer saber o que está sendo mais engraçado? É o fato de estarmos preparando uma pequenina expedição, agendado para o feriado da Semana Santa de 2009 e já tendo a certeza de que passaremos algum perrengue! Meus amigos estão com medo… pois amigo que é amigo lê o blog pra dar uma ajuda nos indicadores, alguns até se dão ao trabalho de comentar. Mas já escutei de alguns: 

-Pô, cara… não vou te chamar pra viajar não, porque você sempre passa perrengue nas suas viagens!

Aí, como um executivo da indústria tabagista, tenho 35 respostas prontas e conclusivas para contra-argumentar à tal afirmação: 

-Ai é que você se engana, nobre amigo. Em primeira instância te afirmo que, todos passamos perrengues quando viajamos. Eu apenas me preocupo em registra-los e tenho coragem de compartilhá-los na rede mundial de computadores. E mais, como passador de perrengue semi-profissional, tenho uma expertise em viagens/expedições que não estão no gibi.

Pronto! Tá convencido o rapaz. Voltando a falar de Ibitipoca, já estive lá em meados de 200equlquercoisa. Na época eu era jovem, recém chegado do Vietnã. Cheio de vigor e disposição. Nesta situação, lembro-me como se fosse ontem. Fomos eu e meu grande amigo, que Deus o tenha, Bruno Hanson. Ao contrário do que imaginam, ele não faleceu. Apenas trocou de alma. Como assim? Num passado não tão distante, o Hanson era Hanson e até atendia como Bruno. Mas de uns anos pra cá, ele vem sofrendo uma mutação catalisada pelo álcool, onde o Hanson/Bruno cede seu corpo atlético de instrutor de artes marciais para um espírito pirilampo de um preto-velho mexicano que atende por ¡José!. Quando o ¡José! chega, danô-se a nêga do dôce! Tira a camisa, agarra mulé, bate em gente, faz coisas caóticas, que só o Erê mexicano seria capaz de fazer. Mas isso, deixamos para discutir em outro blog, de psicologia e rivotril, provavelmente.

Nossa primeira incursão para Ibitipoca foi bem legal. Ficamos num chalé, desses anunciados na internet por um preço bem honesto. (Não! não fomos de casal! Tinha mais uma galera lá nos esperando, entre homens e mulheres de bem!) Chegamos em Lima Duarte após uma manobra radical com a Dolores. (Aliás, foi a primeira viagem com a Dolores! Fui sem estepe, macaco ou ferramentas, na fé de que não precisaria). Pra quem não sabe, Dolores é o meu carro, uma Toyota Bandeirantes ano 1981. 

Quando estávamos prestes a subir a serra de Ibitipoca eu paro a viatura. Hanson saca uma das três latas de buzina da copa do mundo que joguei no colo dele, pra se entreter durante a viagem e pergunta:

-Qual foi?! – apontando a buzina pra mim.

-Calma aê que eu vi uma parada*. (*parada – do carioquês: coisa. vi uma coisa)

Uma ré discreta abordo da viatura militar cor azul-calcinha (com uma calcinha da mesma cor pendurada no espelho retrovisor….presente do Hanson). Eis que lê-se a placa: “VENDE-SE CACHAÇA”.  ”Ah… entendi…” Entramos numa casinha linda, com varanda, flores e um cheiro de comida bom pra caramba. Uma jovem senhora vem nos receber.

-Olá! Tudo bem?

-Tudo ótimo! Viemos em busca de respostas engarrafadas! E segundo a placa, é aqui que elas estão.

-Há!Há!Há! Isso mesmo. Vocês querem provar?

Olho pra cara do Hanson e tinha a certeza que ele estava rindo pro dentro, mais do que por fora e pensava sozinho: “Macaco?! Quer banana?!?!?!?!?”

Provamos e batemos um papo ótimo. Cachaça Duque. Maravilhosa. Provo sempre a pura, branquinha, pois eu gosto de saber “a verdade”. Além da pura, existem outras modalidades frutadas, para meninas e similares e boas opções de envelhecidas, que no momento não me ocorre lembrança alguma.

-Duque é o meu pai. – Diz a moça apontando pra dentro de casa. – Ele hoje está lá dentro, mas geralmente é ele mesmo que fica aqui atendendo. Mas, diga ai, de onde vocês são?

-De Niterói.

-Puxa… meu sonho… é estudar em Niterói… – diz ela com os olhinhos voltados para cima, num to bucólico.

Cara, essa cena me partiu o coração, que já estava transbordando de amor, devido ao Duque-líquido que bebemos. Com os olhos cheios d’agua, perguntei em tom de incentivo:

-Que bom! Niterói é uma cidade agradável, onde ainda temos uma relativa tranquilidade para morar. O que a senhora tem vontade de estudar lá?

-Meu sonho é fazer o meu PÓS-DOUTORADO EM EDUCAÇÃO, LÁ NA UFF. (nota: UFF – Universidade Federal Fluminense, um dos melhores cursos em Educação e Ciências Humanas da América Latina).

HUSH*HAUHS##HUHSSS!!! CARACA, MANÉ! PQP! Engasguei soltei meia dose de pinga pelo nariz. Ardeu à vera. O nobre Hanson, do alto de sua elegância passa pelo mesmo processo, porém, mudando de cor e ficando levemente rosado.

Caraca! Estávamos comprando pinga, na beira de uma estradinha de terra, em uma cidade que tem o nome de uma pessoa VIVA, vendida por no mínimo uma doutora!!!!!!! Caramba… e eu achando que estava tirando onda de alfabetizado… Você vê como são as coisas, né? Para onde este mundo vai?!





Expedição Folia – Guarda do Embaú SC

9 03 2009

Está ai o que você queria! Um perrengue folião, moleque-maroto, pit-bull-boladão. As vezes eu me pergunto, por que essas coisas só acontecem comigo… bom, pelo menos conteúdo pro blog é o que não vai faltar.

Segunda-feira. Um dia terrível para 134,8% dos brasileiros. Mas, como astrólogo, numerólogo e passador-de-perrengue semi-profissional, escolhi a única segunda-feira adorada pelo povo brasileiro: a segunda-feira que antecede a terça-feira de carnaval.

Foi nessa confluência dos astros, modelos&atrizes que resolvi, pegar a parati boladona do surfe e conhcer a famosa praia da Guarda do Embaú, no sul-catarinense.  Lembrando aos amigos leitores que a cidade que abrigou a Expedição do Perrengue #1 foi Garopaba, em especial a Praia da Ferrugem.  (alias, deixa eu abrir um parêntese aqui: abrigou no sentido sentimental, do amor. Chamaram várias pessoas bonitas e educadas dos mais longínquos e remotos cantos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina para nos recepecionar.  Porque apoio fí$ico, ainda não conseguimos. Mesmo assim agradeço à todo o estado de Santa Catarina, pelo ótimo trabalho que tiveram para me impressionar. Conseguiram!)

Após o café da manhã, um pequena e estratégica espriguiçada na rede, eu já estava pronto para pegar a estrada rumo à Guarda. Enrola aqui, mais um pouquinho ali e finalmente consegui sair. Pé na estrada. É válido dizer que a rodovia BR-101, trecho após Floripa está em processo de duplicação, traduzindo: obra e muito, mas muito, mas muito engarrafamento. Em compensação, a parte pronta da rodovia está impecável. Asfalto show! Além do mais, a paisagem catarinense é incrivelmente bonita. Uma geografia privilegiada, com muitas montanhas e mata atlântica. Esse visual proporciona a qualquer solitário viajante momentos de reflexão o tempo inteiro.

 

Pé na estrada! BR-101 após Floripa

Pé na estrada! BR-101 após Floripa

 

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CALMA!

1 03 2009

Amigos do Perrengue, olá!

Peço calma aos fiés amigos leitores, mas meu retorno à civilização é eminente! Infelizmente a Expedição do Perrengue chega ao fim.

A partir da próxima semana teremos um relato detalhado dos perrengues que o sul do país é capaz de proporcionar a um viajante, digamos que, tradicional.

Um beijo no coração e …. SÓ TERMINA QUANDO ACABA!!!





Expedição Folia #3

21 02 2009

A Vida Não é Treta

Amigos, boa noite. Acabo de retornar de minha primeira incursão antropológica da festa da carne, também chamada por alguns de CARNAVAL.

O carnaval de rua é uma festa que teve sua origem na idade média, como diz o winkipédia:

“O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no Cristianismo da Idade Média. O período do Carnaval era marcado pelo “adeus à carne” ou “carne vale” dando origem ao termo “Carnaval”. Durante o período do Carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O Carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no Carnaval francês para implantar suas novas festas carnavalescas.

Pois é. Acá em Brassil, não é diferente. Uma puta festa da carne. Consequentemente, aqui em Pontal do Sul-PR (ela mesmo do post Reggae+Pedalada = Longa Caminhada) não poderia ficar atrás. Lançou seu primeiro esboço de rascunho do que poderia a ser, num futuro distante, um carnaval de rua, assim digamos, conceitual.

Seguindo os padrões do carnaval carioca e a rigorosa apuração de votos dos jurados da LIESA (liga de escolas de samba) ai vão minhas notas:

Quesito Comissão de frente: 0 (está rolando em frente a casa que estou)

Quesito bateria: 10 (4 baterias de 180 amp + 100 amp)

Quesito harmonia: 0 (mix de axé de 10 anos com funk de 5 anos, sem a idéia de retrô ou vintage)

Quesito samba enred0: 10 ( vide video abaixo)

Quesito Alegoria: 10 (não sei se é por causa do carnaval ou se as pessoas se vestem assim mesmo)

Quesito Desenvolvimento: 0 ( o DJ fica escolhendo as músicas e insite em repetir as mesmas)

Quesito Mestre Sala e Porta Bandeira: 10 (prefiro nem coomentar nas cruzas de gorda com magro; bigoduda e tiozão que fui obrigado a ver)

Resumindo: um open-carnaval dígno do Perrengue na Trip. Com muita ação policial, cenas de sexo, churrasquinho de gato dançarinos semi-profissionais de axé-music. Tudo isso em alto e bom som… com vocês, ela, a estrela do carnaval pontalense: a Doblô Pancada!

 

Dobô Pancada!

Dobô Pancada!

 

Agora em detalhes:

Agora o grande Hit: