Nimbin MardiGrass 2010

5 05 2010

Amigos queridíssimos deste blog chechelento, olá! (se vocês nunca escreveram chechelento como eu, escrevam. É bem estranho, mas de longe tão bom quanto pronunciar esta nobre palavra)

Como vão todos? Muitas novidades? Muitos casamentos, muitas mudanças nesta vida de meu Deus? Pois bem, acá nas terras australianas, tudo é novidade. Mas assim, tudo. Com raras excessões encontradas nos supermercados, tais como picanha, guaraná (refrigerante), café, limão verdinhos e açúcar branco, tudo é uma grande novidade.

Mas deixarei pra contar as minhas cagadas cotidianas em outro momento. O foco deste post é uma tripzinha que fiz no feriado do dia do trabalho.  Eu sei, o feriado caiu no sábado, mas australiano que é australiano, não perde a viagem. Aqui não tem esse caô de feriado cair no fim de semana e tu perder playboy. Nãããooo…. aqui nego empurra pra segunda-feira! É isso mesmo: nego joga o feriado pra frente. Doido, né? To adorando o primeiro mundo…

Pois é. Fiz a bendita trip pra uma pacata cidade, em meio à pastos, rios e belas montanhas chamada Nimbin. Pela descrição rápida e rasteira, vocês já tiveram um flashback de posts semelhantes aqui no blog, né? (ajudando aos maconhistas, refiro-me a Ibitipoca, São Tomé das Letras e Santa Rita de Jacutinga. Tudo isso nas Minas Gerais)

A aventura começa na minha nova cidade, chamada Brisbane. Alugamos um carro super chique da Toyota, pra 8 pessoas. Quem alugou a parada? O bonitão aqui. Quem saiu dirigindo da agência? O bonitão aqui. Mole, né? PORRA NENHUMA!!!!! Ok, até que foi bem mais facil do que imaginava, tirei de letra. Mas, reproduzindo uma expressão que eu mesmo criei: cara, estava suando mais do hétero em sauna gay. Rapaz, que coisa diferente que é dirigir aqui. Tudo trocado, quem dirige aqui é o carona; as mão são trocadas (destro x canhoto) um show de bizarrisses.

Aventureiros de Nimbin 2010

Para evitar uma catastrofe maior, terceirizei a direção da ida para uma pilota pra lá de gabaritada nas auto-estradas asutralianas, a Gabi. Eu pilotei o GPS e ela a direção. Foi a primeira vez que naveguei na vida, pois antes apenas pilotava. Por este motivo, óbvio, erramos o caminho. Devo ressalvar que este erro nos proporcionou um trajeto um pouco maior, contudo, contemplamos belíssimas paisagens serranas, inéditas para todos os participantes.

Oz roads! Country side!

Imagino que os queridos amigos internautas estão encucados para saber logo qual é a dessa viagem, certo? Pois bem, foi um festival, ou como eles gostam de chamar aqui, “parade”. Quem já espertinho, já tá ligado no que é Mardigrass, certo? Mas quem não é leske-praiano, tá viajando, certo? Pois bem, estive no MardiGrass Marijuana Parade 2010. Sim, uma grande orgia da maconha. (Atenção! Este blog é contra o consumo e a comercialização de psicotrópicos ou quais quer tipo de droga, lícitas ou ilícitas. O objetivo das informações disponibilizadas são o  fortalecimento e desenvolvimento do turismo.)

Gente, já viajei muito por esse Brasil a fora. Já fiz de tudo nessa vida, já vi muita coisa que nem o Tinhoso acreditaria. Já fui em festa estranha, com gente esquisita, mas, nunca, nunca vi nada igual a este festival. Como diriam os cariocas impressionados: bolei sério. A vibe da cidade e das pessoas é maravilhosa. Uma cidade pequenina, tipo de boneca (neste caso, uma baita de uma boneca maconheira, devo dizer). As lojas da rua principal são todas coloridas e cheias de desenhos, gravuras e elementos quase extra-terrenos. Mas como todo festival, cheio de maluco.

Gnomos espaciais e vegetarianos!

Nada mais hippie-good-vibrations do que uma carreata de Kombis, logo no começo da festa, para nos dar as boas vindas!

O ponto alto desta grande festa da alface foi sua abertura oficial! Até o mais samurai dos guerreiros teria os olhos cheios de lágrimas ao presenciar o grande espírito do ano-novo e juntos, entoar a uma só voz uma grande contagem regressiva! 5! 4! 3! 2! 1! Happy Weeeeeed! Cara… quando me dei conta do que estava acontecendo, só vi uma grande névoa branca subindo pelos ares da cidade.

Sim, era uma contagem regressiva para que todos os dententores de tal artefato, nas palavras do Bob, cach a fire, ao mesmo tempo. (tá, eu sei que não é bem isso a idéia, mas é apropriado ao contexo).  Bizarro demais. Mas assim, muito bizarro. Eu não estava acreditando no que meus olhos estavam vendo, muito menos o que estava respirando. Valeu a experiência. Disseram que rolava até uma distribuição gratuita de chicória. Como não vi, continuo achando que é uma lenda urbana, mas longe de mim de botar a mão no fogo por isso. O legal é que isso aconteceu as 4:20 da tarde, segundo os americanos, é a hora do intervalo da tarde deles, que segundo informaram lá, é um horário muito utilizado para o consumo de orégano.

Feliz Ano Novo!

Como não poderia deixar de ser, depois de tanto cerimonial, muita musica e diversão nas ruas de Nimbin.

Essa história não termina aqui, obvio. Tudo acaba numa grande rave de matrix… mas isso, é uma outra história!








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