Meus queridos amigos, quanto tempo, né? Neste sábado, vinte e sete de março de dois mil e dez, às cinco horas e trinta minutos, dei adeus ao meu grande amor. O belo dia de sol forte contrastava com a nuvem de dúvidas à cerca de minha vida sem a Dolores.
A Dolores é fator presente nas grandes aventuras vivenciadas neste blog. Ela é responsável direta por proporcionar grandes perrengues, mas na maioria esmagadora das vezes ela é o porto seguro que nos faz superar obstáculos aparentemente intransponíveis! Sim, Dolores vem do aramáico russo, que significa mulé-guerreira-azul-calcinha. Uma mulher de fibra, ferrugem, graxa e diesel. Ela é um exemplo de mulher fiel.
O post de hoje é uma homenagem sincera à minha toyotinha Bandeirantes, 1981 vendia neste sábado. Simplesmente um carro sensacional. Era o meu carro predileto quando criança e desde aquela época já preferia os 4×4 com pneus grandes (só pra passar com ele na terra e lama e depois passar por cima dos carros da barbie das meninas hehehehe)
A Dolores foi meu primeiro carro, comprado com muito suor, muita planilha de custo, muita venda de ticket-refeição, bolsa de estágio, sacolé na praia e principalmente, a ajuda dos amigos e a paciência transcendental das namoradas. (sim, algumas tiveram que me aturar na fase pão-duro, porque estava juntando dinheiro pra comprar o carro e outras tiveram que aturar o desvio de verba destinado a manter o carro andando) Fora o fato de “vamos à um casamento. Ah, mas não vamos de Dolores não!!! Vou chegar suja de graxa e com cheiro de diesel no cabelo.” Obrigado pela paciência e por compartilhar montentos fundamentais para minha felicidade e para minha vida. Os primeiros perrengues à bordo da Dolo foram com pessoas muito importantes, como deveria ser =)
Obrigado aos meus amigos, que beberam, fumaram, gritaram, ficaram nus, vomitaram, viajaram e fizeram tudo ou quase tudo (espero eu) a bordo da destemida. Saibam todos, que a Dolores e eu não seríamos nada sem a energia e o astral de vocês, principalmente quando precisávamos empurra-la.
Separei algumas fotos legais sobre esta trajetória de 3 anos à bordo da Destemida Dolores!

Cerimônia oficial do Primeiro Adesivo de viagem e primeira viagem!! Mauá - RJ/SP (essa trip merece um post só pra ela...que perrengue!)
Dolores, segue te caminho. Você sempre me ajudou a ir além e dessa vez, não será diferente.







Ai, que triste! =/
Também sentirei saudades!!! Morria de medo, mas ainda sim a amava!
Mas é isso aí! Caminho que segue!
A Dolores era beeem legal. Tive algumas oportunidades de pegar umas caroninhas nela. Desejo uma boa aposentadoria para esta guerreira! =))
ai, deu lagriminha…
nunca vou esquecer minha curta viagem pendurada na escadinha e nem dos meus breves momentos ao volante.
Ai, tô com lágrimas nos olhos.
Não só pela ida da Dolores, mas por tudo que ela representou e, principalmente, pela nova fase que ela simboliza.
Vou sentir (alias, já estou sentindo) tanta falta disso tudo.
Nada mais vai ser igual. Talvez seja até melhor (um dia te conto o saldo, tá, Nakinha?).
Por hora, só aperto no coração, antecipação de saudades e o profundo desejo de que você e Dolores, nossa amada Dolores, sejam felizes aonde estiverem – juntos ou separados-.
(ai, Naka, porra! Me fazer chorar no trabalho é MUITA sacanagem)
Quantos bons momentos juntos, vai dar muita saudade!
Nunca tive uma noite de sono tão boa em outro carro.
=)
Ai… já com saudades da Dolores….
Estive presente na voltinha de estréia em São Francisco, onde alguns abandonaram temporariamente a festa de aniversário do Bian…
Pena que não pude em despedir…
beijo pra Dolores e Nakinha Delícia!
… e como podem perceber, além de tudo isso, a Dolores era também um grande instrumento de sedução…. hauhauahauahauahau
Vai valer a pena!