4a Exp. PNT – Pingas & ET’s: Rave no Dulla!

30 06 2009

Amigos do Perrengue na TRIP! Chegamos a mais um capítulo de nossa saga do pão de queijo em São Tomé das Letras. O dia de hoje teve uma agenda cheia, com muitas atividades e boas histórias, como não poderia deixar de ser.

Dia 12/06/2009 – DIA DOS NAMORADOS: Bar do Dulla

Acordamos relativamente tarde, como fizemos todas as manhãs. Levemente de ressaca, rumamos em busca de um café e pão com queijo, debaixo de uma chuva safada. Lembrei-me pelo caminho que na noite anterior havia marcado de encontrar nossos novos amigos paulistas num tal Bar do Dulla. Como já eram 11 horas da manhã, horário que deveria estar no bar com o pessoal, fomos direto para lá.

Chegamos ainda tímidos, com cara de quem acabou de acordar. Lá encontramos o Flavitows & Loh; Fabrício & Lud. A Bia que fazia parte da nossa facção carioca liderou uma busca por um baralho para começar a jogatina. Fabrício e o Flávio por sua vez, lideraram o bonde da cerveja!

O Bar do Dulla

Um pequeno estabelecimento comercial, feito em pedra são tomé, em frente ao orelhão, na subida para a Pirâmide. Isso mesmo. Dulla é o apelido do proprietário. O nome oficial do bar é ‘Só Jura’, pai falecido do Dulla. Uma varanda aconchegante com um sonzinho na janela tocando rock ‘n’ roll, Zé Ramalho, Secos e Molhados e é claro, Raul Seixas.

Do lado de dentro, uma mesa logo de fronte para a porta, com nada mais nada menos que 40 tipos de cachaças.  Na parede, detalhes da decoração peculiar fazem deste bar um universo paralelo. Detalhes que merecem ser observados são: estacionamento das bruxas (vassouras pregadas na parede); certidão de óbito do Raul Seixas, objetos tradicionais de fazenda e é claro, as espécies bizarras de cachaças que são servidas lá. E espantem-se com ranking de vendas das cachaças:

1a. Gabriela (com cravo & canela)

2a. Com mel (dã…)

3a. De COBRA! (pOrRa! cachaça com uma baita cobra, morta, eu espero, dentro da garrafa!)

Estacionamento das Bruxas; o Alquimistas e suas crias!

Estacionamento das Bruxas; o Alquimistas e suas crias!

Ai pensei como o Musum:

- Cacildis! Quem será o cachaceiro que bebe um troço desse de cobra, para que fique na 3a. posição?! Será que esse treco é bom…?

Eis que escuto o navegador da nossa expedição, Olavo, aos berros com a Lud:

- É corajosa?!?! É mesmo?!?! Então vamos beber essa cobra!!!!! Quero ver beber a cobra junto comigo e com o japonês aqui!!!!!!!

Ôpa! Agora é comigo, visto que era o único japa no estabelecimento. E não é que o cara me traz um copo cheio de pinga de cobra pra beber? Logo eu seria o primeiro a dar uma golada generosa naquele treco meio turvo, cor de água suja. Fazer o quê, né? A natureza me fez assim, sujeito Homem, cabra da peste.

-Me dá essa porra aqui!

[...pausa técnica para a respirada anti-vômito...]

[...PIMBA NA GORDUCHINHA! Golão na cachaça!]

- Arrrrhhhh! Piga boa! (Caô brabo, do carioquês clássico: mentirinha…)

E lá foram mais duas vítimas da Pinga de Cobra, contribuindo para as estatísticas de vendas das cachaças. Um detalhe temporal para os leitores. Já tinha escurecido. Sinceramente, ali, o tempo passou de forma diferente, pois novos amigos foram incorporados à nossa mesa, que na verdade já era uma grande mesa, onde seu copo nunca ficava vazio, seja de pinga, seja de cerveja. Cigarros, isqueiros, bolsas e carteiras sobre a mesa, sem qualquer preocupação com as pessoas que acabamos de conhecer e muitas delas, jamais veríamos novamente. Só na mesa da jogatina, que a coisa estava mais “seria”. Liderada por duas duplas de meninas que estavam tocando o rebú, ganhavam de desafiantes dos 4 cantos do país! Ju e Bia deitaram e rolaram com a paulistada que perdia!

rave no Dulla! Só gente de bem!

rave no Dulla! Só gente de bem!

Mais um detalhe surpreendente do nosso amigo Dulla: além de herdeiro e dono do Bar Só Jura, pessoa de ótimo coração, o rapaz ainda é o presidente do A.A (Alcóolicos Anônimos)de São Tomé das Letras! PQP! What a fck’s that?!?!?!?!?! Pois é. Sem beber a 5 anos, trabalha em seu ganha pão servindo cachaças condimentadas que são sucesso entre os turistas e locais, sem sequer saber que gosto têm! Ele as prepara, mas como não bebe mais, não experimenta! Duvida? Ele nos mostrou a carteirinha!

Carteirinha do A.A. (preservamos a id. secreta de nosso herói Dulla)

Carteirinha do A.A. (preservamos a id. secreta de nosso herói Dulla)

Com tanta gente bacana, cachaça cobras e lagartos afirmo que bebemos neste bar até a hora em que fechou pela primeira vez. Pois é. O Dulla botou a gente pra fora lá próximo das 23h, para ele ir para casa, tomar um banho, jantar e abrir novamente, para a night. Fazendo contas rápidas, bebemos por longas horas, fizemos muitos amigos, juras de amor até pedidos em casamento! (se bem que esse último acho que eu to inventando…)

E é claro, que não podia deixar de rolar uma viola e outros instrumentos percussivos improvisados na hora. É muita técnica, muita energia!


Ações

Informações

Deixe um comentário