Amigos do Perrengue na Trip! Chegaram as fotos, videos e relatos fresquinhos da frias terras de São Tomé das Letras.
É importante ressaltar que a expedição foi um sucesso! Cada vez mais profissional, contando com o apoio de cobaias colaboradores fundamentais! Agradeço desde já aos amigos que participaram dessa aventura, tornando-a especial e inesquecível. (nomes serão citados, se lembrados, mais a diante)
Dia 10/06/2009: Saída de Niterói
Qualquer 3:30 de atraso em nossa saída é besteira. Pois é. Ao invés de sairmos as 17h, saímos pontualmente às 20:30 da noite. Pegamos lentidão no trânsito saindo de Niterói e do Rio de Janeiro, mas nada que representasse mais do que 1:30 hora de atraso no cronograma de deslocamento. A entrada da via Dutra (BR-116) também estava engarrafada em funça do feriado e do tráfego normal de volta para a casa.
Avançamos pela estrada e a coisa melhorou. Ainda estava por me entender com a tecnologia do painel de controle da Dolores (minha toyotinha 1981), que chegara do mecânico horas antes da nossa partida! Muita informação! Era medidor de temperatura do motor e nível de combustível funcionando ao mesmo tempo, cheio de luz! Não via essa cena a uns 2 anos! Mas o legal é que o nível do diesel só era mostrado quando desligávamos o carro. Por que? E eu sei lá… ela é assim, cheia de manias.
Avançamos rumo à jurisdição paulista da estrada, cientes que já estávamos próximo da entrada para Minas Gerais. O navegador da expedição, Sr Marinho sabiamente traçou 3 opções distintas para São Tomé das Letras e também sabiamentente, esqueceu de trazer um mapa. Resultado: erramos e fomos direto para São Paulo. Rápidamente percebemos que SP é diferente de MG e retornamos, corrigindo nosso rota. (qualquer 30 min de erro, nada grave)
Já em direção ao território mineiro, avançamos em direção à Caxambu, São Lourenço, sul de minas e circuito das águas. Alguns ítens que nos atrasaram: o fato de ser noite, estar chovendo e com neblina. Além disso tudo, eu não conhecia o caminho, a estrada parecia uma prova de slalom. Brabeira. Isso já era tarde da madrugada, mas a chapa é quente, o comando é vermelho e o piloto é sagaz! Força na peruca, gritavam as apoiadoras Juliana e Bia! Chegamos ao mega trevo / rótula que decidiria nossas vidas. Caxambu pra lá; Lambari pra cá; São Lourenço acolá. Numa fração de segundos e por intervenção do Sr Marinho seguimos para Caxambu. Erramos. Erramos feio. Começaram a aparecer nomes conhecidos dos amigos jipeiros, Aiuruoca, Baependi. Ai eu me animei!
- Opa! Estamos por perto! Meus amigos jiepiros sempre fazem trilhas por aqui e sempre saem em São Tomé!
Entramos em Aiuruoca para perguntar. Perguntar pra quem??? Não tinha viva alma na rua. Paramos de fronte a um posto de gasolina fechado para olhar o mapa pintado na parede. Nisso, acordamos o pobre vigia que gentilmente nos explicou o caminho. Tivemos que retornar uns 40km e depois seguir por uma estrada mal-sombrada que nos levaria diretamente à São Tomé das Letras.
- O quê?! ET? Chupa-cabra?! Pode vir de bonde! Aqui só tem pit-bull-boladão! Eu como ET no pão com maionese vencida, tá de bobeira…
Diante deste inflamado discurso de coragem, seguimos confiantes de que nada aconteceria…Você acha mesmo que não aconteceu nada, numa estrada no meio do mato as 4h da manhã?
Ai que meda