2a Expedição Perrengue na TRIP – IBITIWALKER

20 04 2009

Salve amantes incondicionais do perrengue! Nossa 2ª Expedição Perrengue na TRIP foi um sucesso! Inclusive, num raro momento da vida, ouso propor uma mudança no título da expedição e substituir o título. De:

 

2ª Expedição Perrengue na TRIP – IBITIPINGA, por

 

1ª Expedição Luxo na TRIP – IBITIWALKER!

 

Por que raios IBITIWALKER? Para fomentar a visitação de leitores internacionais ao blog? Claro que não. A inclusão do sufixo Walker tem duas explicações distintas. Walker que faz referência explicita, no idioma inglês, ao “cara que caminha”. Pois é. Ele mesmo, velho conhecido dessa juventude “sarada”, o Joãozinho Caminhador. Um primo muito famoso dele é o paraguaio, Juanito Adarilho. (era como estávamos chamando durante toda a viagem…) Mas todos são primos pobres do Jonnhy Walker. O Juanito foi o elemento surpresa dessa incursão em solo mineiro. Não apenas um, mas três garrafas do bom e velho Chapolin Colorado.

 

Outra possível razão para tal estranho sufixo é sua tradução informal, onde Walker remete à idéia de “quem anda igual a um corno, ladeira à cima e ladeira à baixo”. Essa também se aplica com requintes de muito ácido lático e fadiga muscular. Uma verdadeira sopa de letrinhas nada anabolizadas, em corpos sarados à base de muita malhação com mouse ótico e bronzeamento de LCD.  Um show de horrores obtido com cada passo dado na conquista dos 20km que caminhávamos em cada dia. (É, neguinho vintinho por dia de sobe e desce, tá ligado? E não tinha essa de “01, pede pra sair”. Sair pra onde? Do meio do mato para o outro meio do mato)

 

Agora imagino que a curiosidade está corroendo seus estômagos vermifugados e uma pergunta ecoa incessantemente e suas cabeças: “POR QUE LUXO NA TRIP?” Certo?

 

Primeiramente, vamos à conceituação de luxo: sua origem etimológica é o latin, luxus. Refere-se ostentação de riqueza, esplendor. (fonte: winkipedia) Agora, da minha cabeça, podemos falar de luxo como ostentação de riqueza, uma vez que falamos de riqueza, falamos diretamente sobre valor. Ainda emburacando-se nesse devaneio de doidão, poderíamos discutir, no caso monologar, por horas (linhas) sobre o conceito de valor. Onde raios quero chegar: a relatividade do conceito de valor. O valor, por essência, faz a comparação entre duas ou mais coisas, correlatas ou não, para estabelecer um parâmetro, ainda que muito fictício sobre “quanto vale alguma coisa”. Essa, meus caros leitores, pode ser a grande discussão da nossa Era. Quanto vale e quem determina isso? Indo além, por que vale isso? [nota do autor: por essa não se tratar da temática central do blog, deixarei apenas como uma pulga virtual, que pode ser recortada daqui e ser colocada atrás de uma orelha, rendendo assim uma boa discussão sobre a temática]

 

Mas e aí? De onde saiu a pombas do luxo? Vamos exercitar: uma dose de uísque Juanito Andarilho, rubro R$12. Um bombom de chocolate, ferrero, desses com uma avelã dentro, R$1,00. Uaáááu, que luxo, hein….? Aí que retornamos a discussão. (não vou pontuar sobre desigualdade social, valor convertido em alimentação efetiva ou quantas pessoas nunca terão oportunidade de comer isso na vida, por motivos já citados).

 

Luxo? Caminhe por trilhas morro acima e morro abaixo por 5 horas, se possível, observe a paisagem a sua volta. Fique exausto.

"Ando devagar, poque já tive pressa..."

 

Depois, faça 40 minutos de caminhada pelo curso de um rio. Isso eu garanto, foi uma experiência maravilhosa pela sensação, pela paisagem e pela boa companhia. Esse rio é muito, mas muito gelado. Quando você acha que já acabou, escorregue e molhe sua mochila.

Um belo caminho para quem sai da Janela do Céu.

 

Ai, um pouco mais à frente, tudo muda. Seja contemplado com uma cachoeira fantástica e cinematográfica. Dessas que arranca do seu peito um grito de vitória e satisfação, diante de uma manifestação de rara beleza. Corra igual a um maluco e faça movimentos desconexos para sair bem na foto. Depois disso, descongele da água fria junto com bons amigos à goladas generosas de uísque, de frente para a cachoeira. Para finalizar, seja surpreendido com uma caixa enorme de bombons.

Uhuuuuuu! Ibitipoca - MG

 

Diz aí: é luxo ou não é?


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Uma resposta

22 04 2009
Júlio

Só estar em Ibitipoca (de qualquer jeito) já é um luxo. Volto lá em junho/julho, agora pra conhecer o parque direito.

Foda demais!

Ah, na última foto, nomeie os bois.

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