4a Exp. PNT – Pingas & ET’s: Rave no Dulla!

30 06 2009

Amigos do Perrengue na TRIP! Chegamos a mais um capítulo de nossa saga do pão de queijo em São Tomé das Letras. O dia de hoje teve uma agenda cheia, com muitas atividades e boas histórias, como não poderia deixar de ser.

Dia 12/06/2009 – DIA DOS NAMORADOS: Bar do Dulla

Acordamos relativamente tarde, como fizemos todas as manhãs. Levemente de ressaca, rumamos em busca de um café e pão com queijo, debaixo de uma chuva safada. Lembrei-me pelo caminho que na noite anterior havia marcado de encontrar nossos novos amigos paulistas num tal Bar do Dulla. Como já eram 11 horas da manhã, horário que deveria estar no bar com o pessoal, fomos direto para lá.

Chegamos ainda tímidos, com cara de quem acabou de acordar. Lá encontramos o Flavitows & Loh; Fabrício & Lud. A Bia que fazia parte da nossa facção carioca liderou uma busca por um baralho para começar a jogatina. Fabrício e o Flávio por sua vez, lideraram o bonde da cerveja!

O Bar do Dulla

Um pequeno estabelecimento comercial, feito em pedra são tomé, em frente ao orelhão, na subida para a Pirâmide. Isso mesmo. Dulla é o apelido do proprietário. O nome oficial do bar é ‘Só Jura’, pai falecido do Dulla. Uma varanda aconchegante com um sonzinho na janela tocando rock ‘n’ roll, Zé Ramalho, Secos e Molhados e é claro, Raul Seixas.

Do lado de dentro, uma mesa logo de fronte para a porta, com nada mais nada menos que 40 tipos de cachaças.  Na parede, detalhes da decoração peculiar fazem deste bar um universo paralelo. Detalhes que merecem ser observados são: estacionamento das bruxas (vassouras pregadas na parede); certidão de óbito do Raul Seixas, objetos tradicionais de fazenda e é claro, as espécies bizarras de cachaças que são servidas lá. E espantem-se com ranking de vendas das cachaças:

1a. Gabriela (com cravo & canela)

2a. Com mel (dã…)

3a. De COBRA! (pOrRa! cachaça com uma baita cobra, morta, eu espero, dentro da garrafa!)

Estacionamento das Bruxas; o Alquimistas e suas crias!

Estacionamento das Bruxas; o Alquimistas e suas crias!

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4a Exp. PNT – Pingas & ET’s

22 06 2009

Amigos do Perrengue, olá! Retomando nossa saga, vamos nos recuperando da aparição Alienígena do post anterior.

Chegamos às 6h da manhã, sob os efeitos da irradiação extra-terrena e cansaço. Uma dormida estratégica até as 11h, um queij-quent e um café pra nóis e já estávamos prontos para mais uma aventura!

Dia 11/06/2009: Ladeira do Amendoim, Gruta do Carimbado e Cachoeira Vale das Borboletas

Chegamos à famosa Ladeira do Amendoim. Um ponto astrológico e especial onde o magnetismo dribla a gravidade e faz com os carros desligados subam a ladeira! Não é tecnologia, é fentiçaria! Claro que pra estragar boa parte da brincadeira, a Dolores não subiu. Poxa! Instalei um kit anti-gravidade zero de ET?! Não. É um carro muito pesado, numa ladeira de terra. Só isso. Mas para registrar, fotografei uns carros de plástico se divertindo por lá.

Ladeira do Amendoim...subir ao invés de descer?

Ladeira do Amendoim...subir ao invés de descer?

Bom, feito o registro, nos equipamos com parafernalhas sinistras de escoteiro e equipamento de resgate, gentilmente fornecido pelo Sr. Marinho. Adentramos ao domínio da gruta do Carimbado. Andamos, rodamos e ao invés da gruta, sabe o que achamos? Um regístro histórico da passagem do grande revolucionário contemporâneo, ele, o barbudo-não-comunista, profeta do caos: Osama Bin Laden. Uma casa abrigo modesto, mas com vista privilegiada e clima de montanha.

Cafofo do Osama. Uma provável ligação entre Osama e Ventania?!

Cafofo do Osama. Uma provável ligação entre Osama e Ventania?!

Neste momento, conhecemos duas personalidades que num futuro próximo arruinarão nossos fígados apresentado-nos ao bar do Dulla. Sim, diretamente de sampa, conhecemos o Flavitows e a Loh (deve ser de louca..rsss)  Rodamos mais um pouco e achamos uma gruta, pequena e lamacenta e questionamos: Será que isso aqui sai lá em Machu Picchu? Andamos poucos minutos e chegamos ao final dela.

- Uhuuuu! O exército passou 3 dias aqui dentro e não achou o fim! A gente com meia garrafa de pinga e 10 minutos chegamos à Machu…

Sim. Estávamos na gruta errada. Meninas levemente mal-humoradas fizeram com que subtamente nos batesse uma vontade enorme de ir embora. Brincadeiras à parte, rumamos desapontados para a cachoeiraVale das Borboletas. Chegamos à cachu. Antes é claro, paramos para calibrar uma dose da marvada.

Pinga carregada

Pinga carregada

Chegamos ao Vale das Borboletas. Mesmo o tempo nublado e a garoa, descemos para curtir o belo visual.

Vale das Borboletas

Vale das Borboletas

Retornamos famintos e cansados. Porém, felizes. Desfrutamos de uma comida mineira chique e bem servida no restaurante o Alquimista (R$44 para 2 pessoas). Mais tarde, fui em carreira solo para a night no famoso Bar do Dois. Já conhecia de longa data essa night fria e animada por muito rock ‘n’ roll. Na ocasião, a noite foi por conta da animada banda de 3 Corações: Os Walterléos.





4a Exp. PNT – Pingas & ET’s

18 06 2009

Amigos do Perrengue na Trip! Chegaram as fotos, videos e relatos fresquinhos da frias terras de São Tomé das Letras.

É importante ressaltar que a expedição foi um sucesso! Cada vez mais profissional, contando com o apoio de cobaias colaboradores fundamentais! Agradeço desde já aos amigos que participaram dessa aventura, tornando-a especial e inesquecível. (nomes serão citados, se lembrados, mais a diante)

Dia 10/06/2009:  Saída de Niterói

Qualquer 3:30 de atraso em nossa saída é besteira. Pois é. Ao invés de sairmos as 17h, saímos pontualmente às 20:30 da noite. Pegamos lentidão no trânsito saindo de Niterói e do Rio de Janeiro, mas nada que representasse mais do que 1:30 hora de atraso no cronograma de deslocamento. A entrada da via Dutra (BR-116) também estava engarrafada em funça do feriado e do tráfego normal de volta para a casa.

Avançamos pela estrada e a coisa melhorou. Ainda estava por me entender com a tecnologia do painel de controle da Dolores (minha toyotinha 1981), que chegara do mecânico horas antes da nossa partida! Muita informação! Era medidor de temperatura do motor e nível de combustível funcionando ao mesmo tempo, cheio de luz! Não via essa cena a uns 2 anos! Mas o legal é que o nível do diesel só era mostrado quando desligávamos o carro. Por que? E eu sei lá… ela é assim, cheia de manias.

Avançamos rumo à jurisdição paulista da estrada, cientes que já estávamos próximo da entrada para Minas Gerais. O navegador da expedição, Sr Marinho sabiamente traçou 3 opções distintas para São Tomé das Letras e também sabiamentente, esqueceu de trazer um mapa. Resultado: erramos e fomos direto para São Paulo. Rápidamente percebemos que SP é diferente de MG e retornamos, corrigindo nosso rota. (qualquer 30 min de erro, nada grave)

Já em direção ao território mineiro, avançamos em direção à Caxambu, São Lourenço, sul de minas e circuito das águas. Alguns ítens que nos atrasaram: o fato de ser noite, estar chovendo e com neblina. Além disso tudo, eu não conhecia o caminho, a estrada parecia uma prova de slalom.  Brabeira. Isso já era tarde da madrugada, mas a chapa é quente, o comando é vermelho e o piloto é sagaz! Força na peruca, gritavam as apoiadoras Juliana e Bia! Chegamos ao mega trevo / rótula que decidiria nossas vidas. Caxambu pra lá; Lambari pra cá; São Lourenço acolá. Numa fração de segundos e por intervenção do Sr Marinho seguimos para Caxambu. Erramos. Erramos feio. Começaram a aparecer nomes conhecidos dos amigos jipeiros, Aiuruoca, Baependi. Ai eu me animei!

- Opa! Estamos por perto! Meus amigos jiepiros sempre fazem trilhas por aqui e sempre saem em São Tomé!

Entramos em Aiuruoca para perguntar. Perguntar pra quem??? Não tinha viva alma na rua. Paramos de fronte a um posto de gasolina fechado para olhar o mapa pintado na parede. Nisso, acordamos o pobre vigia que gentilmente nos explicou o caminho. Tivemos que retornar uns 40km e depois seguir por uma estrada mal-sombrada que nos levaria diretamente à São Tomé das Letras.

- O quê?! ET? Chupa-cabra?! Pode vir de bonde! Aqui só tem pit-bull-boladão! Eu como ET no pão com maionese vencida, tá de bobeira…

Diante deste inflamado discurso de coragem, seguimos confiantes de que nada aconteceria…Você acha mesmo que não aconteceu nada, numa estrada no meio do mato as 4h da manhã?





4a Exp. PNT – Pingas & ET’s

15 06 2009

Leitores extra-terrenos, olá! Retornamos ontem de nossa investida às misteriosas terras de São Tomé das Letras, sul de Minas Gerais. 

Vamos detalhar aqui, os vários perrengues que passamos perdidos na estrada (incluindo as 10 horas que o corno-oriental que vos escreve dirgigiu), perseguição à disco-voador, rave no Dulla, festival de “toca Raul” entre outras bizarrisses mais.

Mas, isso não será hoje, pois preciso encontrar o cabo de dados do meu celular, fiel companheiro para registrar rapidamente flagras da natureza humana (também conhecido como gafes…), para só então, disponibilizar o material humano coletado, cronologicamente disposto.

Para os leitores mais impacientes, vamos adiantar algumas das milhares de fotografias que fizemos. Lembrando sempre, que estávamos envoltos numa áura mística e energética. Inclusive, registramos um momento ráro de uma divindade incormporada! Isso mesmo! Conseguimos registrar um caboclo incormporado, o Deus Chiva’s, que pedia cachaça o tempo todo e ainda treinou kung-fu do estilo do Bêbado misturado com o Karatê do Sr Miyagui.

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Deus Chiiiiiva's totalmente incorporado...

Aguardem! Os perrengues apareceram com força e tornaram uma simples Expedição Perrengue na Trip em mais uma saga, pra lá de especial.





4a Exp. PNT – Expedição Pingas & ET’s

8 06 2009

É isso ai pessoal! Estamos a 2 dias de nossa partida rumo ao exotérico destino de São Tomé das Letras – MG.

Nosso roteiro inicial será:

dia 10 – partimos de Niterói às 17:30, com chegada prevista para as 23h (sem cogitar a possibilidade de errar o caminho). Neste mesmo dia pretendemos achar a pousada que reservamos e se possível ainda, dormir nela! São planos arrojados para o primeiro dia, mas segundo o navegador da expedição, Olavo: ” estamos cientes do tamanho do desafio, mas nossa equipe está preparada para garantir um bom resultado”. Sendo otimista, se tudo der certo, ainda na primeira noite vamos comer, beber a Pinga com Mel do Nanau (por favor, sem qualquer tipo de associação poluída) que é vendida na casa dele, na rua principal que dá acesso à Pirâmide.

dia 11 – sei lá… se tudo der certo, será uma ressaca monstruosa, numa manhã pra lá de gelada. A previsão do tempo mostrou semana passada a temperatura de -3*C! Mas acredito que tomaremos café numa padaria próximo à praça, rodaremos alguns pontos na cidade e partiremos para algumas cachoeiras mais afastadas, para testar a potência da Dolores OffRoad 4×4.

 

Não lembro que cachu é essa, mas acho que é a Sobradinho, em 2003.

Não lembro que cachu é essa, mas acho que é a Sobradinho, em 2003.

 

 

dia 12 – to pensando em estender esse roteiro até o município de Baependi ou Sobradinho. Vamos ver…Busaca por ET´s durante a noite, se possível ver o Sol nascer lá do mirante do Cruzeiro.

dia 13 – novo roteiro por São Tomé, visitando as principais cachoeiras. Ladeira do Amendoim & Almoço “antes e depois”. Busaca implacável por ET´s durante a noite (TODA).

 

Boa parte da cidade é construida com pedra São Tomé!

Boa parte da cidade é construida com pedra São Tomé!

 

 

dia 14 – café da manhã reforçado e pé na estrada. Ainda vamos escolher uma cidade legal para o almoço de despedida da Expedição.

Aparentemente, tudo para ser uma trip normal…





4a EXPEDIÇÃO PERRENGUE NA TRIP: PINGAS & ET’S

2 06 2009

Amigos do Perrengue na TRIP, tudo na paz? É com grande orgulho e ansiedade que anunciamos nossa quarta Expedição Perrengue na TRIP! Ainda na sequência de incursões ao território mineiro, o destino escolhido é famoso por emanar uma energia cósmico-transcendental; um pólo magnético dos bons fluidos (cachaça) que atrai gente estranha e esquisita de toda a galáxia!

 

Cachoeira Vale das Borboletas

Cachoeira Vale das Borboletas

Sim… Sem mais delongas e arrodeios, nossa equipe irá para o universo do desconhecido, de onde nenhum sóbrio jamais retornou:  SÃO TOMÉ DAS LETRAS – MG. Terra da ilustre personlidade, Ventania.

Uma confluência cósmica de seres extraterrenos, pinga com mel, comida mineira no fogão a lenha, cachoeiras, cogumelos, pessoas de boa energia e psicotrópicos variados, faz do município de São Tomé das Letras um lugar todo especial. Localizado no sul de Minas, sua referência geográfica ainda é a cidade do rei Pelé, Três Corações. Durante décadas passadas era um santuário muito freqüentado por hippies e suas variantes, por ser tratado como um local “energizado”. Fator este, que fez com que muitas comunidades alternativas fossem para lá.

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A composição do solo e de praticamente toda a cidade é feita de pedra São Tomé. Isso mesmo essa pedra porosa, de cor amarelada, muito utilizada na construção de pergolados e áreas de piscina. Esta é a origem de seu nome. A composição do solo, rico em minerais, a localização e muita cachaça, fazem de São Tomé das Letras um local permeado de misticismo. Além da atratividade de seres alienígenas, acredita-se que o município é um dos pontos energéticos da terra, assim como Machu Pichu. E ainda para deixar os viajantes mais curiosos, existem milhares de cachoeiras, grutas e túneis na região. Um dos túneis em especial foi alvo de uma incursão do exército de montanhas de Três Corações. Uma expedição de 3 dias para dentro do túnel… e adivinhe: retornaram, sem saber onde é o seu final! (não consigo averiguar a veracidade dessas informações, mas na primeira vez que fui lá, os locais juram isso de pé junto…) Facções mais radicais do misticismo acreditam que esta seja uma passagem que liga São Tomé das Letras à Machu Pichu…

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E aí? Vamos encarar essa?





Trilha sonora da TRIP!

19 05 2009

 Amigos do Perrengue, como estão? A poucos posts atrás falei sobre foco do blog etc & tal. Pois é, mas como o blog é meu, resolvi usar do artifício poético de blogueiro e dono da bola para mais uma escapedela da temática perrengue.

 Ontem, em minha visita diária ao blog de música brasileira Um Que Tenha, achei mais uma curiosidade musical: Orquestra Brasileira de Música Jamaicana. HEIN? Isso mesmo. Músicas brasileiras, orquestradas, dubeadas e reggaeadas de forma incrível.

 É válido explicar aos leitores que minha segunda paixão é viajar. Conhecer pessoas e rir dos perrengues que compartilho com vocês. Mas o que me faz transcender mesmo é a música. Ouvir um som quietinho, absorvendo e interpretando cada detalhe; cada dica; cada capricho do artista… isso sim, é uma grande força motriz, capaz de impor, qual será o ritmo do seu dia!

 Reparem que em grande parte dos perrengues, comento sobre que trilha sonora estava contextualizada. Em minha opinião, uma viagem, seja qual for, merece um set-list, dedicado e feito com carinho. Pois é ele que te levará além.

link para donwload: AQUIobmj_promo_1





Perrengue do Leitor – Nesse caso de um amigo também!

29 04 2009

RELATO  DO  PASSEIO  A  CARRANCAS   1º CAPÍTULO

Amigos do Perrengue na Trip! O post de hoje se trata de um relato maravilhoso de uma recente aventura 4×4. É uma prática comum entre os grupos de jipeiros enviar um relato da aventura para os amigos e compartilhar assim os perrengues e aprendizagens de cada trilha. 

Este relato foi gentilmente cedido ao Perrengue na Trip, pelo jipeiro, redator e amigo Aldo. 

Participaram deste passeio: – Aldo e Eliane – Alex, Alexandra e Luna (a partir do 2º dia) – Luis Ernesto, Letícia e Liz – Michelangelo e Letícia com o casal de amigos Ademar e Lúcia. O período escolhido para o passeio foi de 23 a 26/04/09, uma quinta feira com feriado e sexta enforcada, mais sábado e domingo. Despertador tocando às 05:30h da madruga. Noite ainda. Chamei Eliane para ajudar nos preparativos. Colocamos a tralharada no carro e ainda deu tempo para tomar um breve e rápido café, sem acompanhamentos porque o café completo seria no BELVEDERE da Dutra .

Breve e rápido, mas não precisava estar tão quente. Apressado, acabei queimando os beiços. Partimos às 06:28h em direção ao BELVEDERE, que seria o ponto de encontro, marcado para 08:00h, e conforme eu havia programado, lá chegamos às 07:30 horas, com meia hora de antecedência, tempo suficiente para tomarmos um ótimo café e degustarmos um pastel, ótimo no sabor e enorme no tamanho (é quase um almoço). Isto feito, saímos da lanchonete e posicionei-me para observar a chegada dos veículos, pois já eram quase 08:00h e o pessoal já poderia estar chegando. Liguei o talk-about para entrar em contato: sem sucesso. Tentativa pelo celular: nada. Mais algum tempo e consegui falar com o Luis Ernesto que informou ter enfrentado um probleminha de partida no motor (pegou no tranco), mas já estava a caminho e logo estaria chegando. O primeiro a chegar foi o Michelangelo, às 08:34h. Neste mesmo horário chegaram Ademar e Lúcia, e não poderia ser diferente já que estavam de Zequinha. Luis Ernesto chegou às 08:47h, isto porque já estava pertinho. Fiquei imaginando se ele estivesse longe. O Alex não viria neste horário de encontro devido a compromissos profissionais e só partiria do Rio no final da tarde. Deste modo, conseguimos sair do BELVEDERE às 09:05 horas.

Concluí que tinha cometido um erro ao chegar tão cedo. E um erro desses não deve ficar impune e a penalidade que sofri foi ter que ouvir Eliane buzinando nos meus ouvidos até a saída da Dutra, em Piraí, pois ela não se conformava de eu tê-la acordado tão cedo para depois ficar esperando durante uma hora. Ali mesmo em Piraí já nos embrenhamos por uma trilha cujo nível pode-se considerar super-leve. O roteiro estava no GPS do Luis e, após algumas idas e vindas para correção do percurso, às 10:05 h a trilha nos levou a um pequeno município chamado Pinheiral. PINHEIRAL ???? Conclusão: “estamos fora do roteiro”. Param-se os carros, todo mundo salta, puxam-se os “note book”, consulta daqui, consulta dali e: ¬ Realmente estamos fora do roteiro, mas a correção é fácil. ?Como teria sido possível o GPS se enganar? ?Termos saído do roteiro e ele não acusar? Este era o segundo sinal e não percebemos (o primeiro foi ao dar a partida ainda no Rio). Correções feitas, partimos e, alternando asfalto e paralelepípedo fomos passando pelos arredores de Volta Redonda, Barra Mansa, até chegarmos a uma estrada de terra que nos levou a Santa Rita do Zarhur.

Continuamos em frente por estrada de chão e chegamos a Amparo, mais precisamente Nossa Senhora do Amparo. EEEPPPAAAAA. AMPARO ????? Novas consultas e …… conclusão: ¬ Gente estamos fora do roteiro de novo, mas daqui de Amparo é fácil chegar a Santa Isabel do Rio Preto onde retornaremos ao roteiro original, e de lá seguiremos para Sta. Rita da Jacutinga. O GPS nos enganara de novo, ou será que nós é que estávamos enganando o GPS. Era o terceiro sinal, e ninguém percebeu. Se percebeu não falou. (Agora, escrevendo, é fácil falar). Por uma estrada de chão partimos em direção a Santa Isabel. Passamos por belos lugares, aliás, bonitos desde quando entramos na trilha em Piraí, sendo única exceção os arredores de Volta Redonda. Chegando a Santa Isabel o Luis entra em um posto e diz que o carro está com algum problema na parte elétrica. O Michelangelo remexe em uma de suas “N” malas de ferramentas e sai de lá com um multímetro. Mede a tensão na saída da bateria: OK! Mede a tensão na entrada do alternador: OK! Mede a tensão na saída do alternador: CCHHIIIII. È o alternador. O motor é desligado e são feitas as primeiras inspeções.

Decide-se por ir até Santa Rita para procurar um eletricista. Tivemos que empurrar o carro para fazer o motor pegar. Demos segmento ao nosso roteiro em direção a Santa Rita. No entanto, quando estamos passando em frente à estação da VALE, o motor apaga de vez, com o carro andando.O carro tem que ser rebocado pela Land do Miche (nova abreviatura de Michelangelo, mas só pode ser usada pela Letícia. Eu arrisco usar apenas porque estou escrevendo. Falar, nem pensar). E foi assim que chegamos a Santa Rita da Jacutinga, às 11:30h com a Land do Luis sendo rebocada. Paramos ao lado de um posto onde há uma bela vista para um lago. Um motoqueiro acercou-se e, tomando conhecimento do problema, disse que mandaria um eletricista que lhe devia alguns favores. Nunca chegou. Felizmente o Luis e o Michelangelo (é melhor voltar ao nome original) não ficaram esperando o eletricista e logo se puseram a consertar o carro. O Luis abre o seu porta-malas e sai de lá com um alternador. Legal, achei prudente. Olho para o outro lado e vejo o Michelangelo remexer nas suas maletas e, de repente, sair de lá com outro alternador na mão. Ué, fiquei pensando, assim já é prudência demais. Mãos a obra para trocar o alternador. Caramba, que meleca, não é mole não.

São 15:00 h e finalmente chega a fome. Eu e Eliane saímos para pegar um sanduba, pois os demais já haviam comido, exceto Luis e Michelangelo. Traçamos um sanduíche de lingüiça frita com uma coke geladona. Huuummmmm. Delícia. Voltávamos ao local onde estavam os carros quando observo um pássaro pousando no galho seco de uma arvore. Não acreditei no que via, e por não acreditar, perguntei à Eliane o que era aquilo. Sim, era um tucano, lindo, que consciente de sua beleza deu-se ao luxo de posar para fotografia. Máquina em punho, zoom em 30X, e o resultado em um arquivo de apenas 29 Kb foi este:

Esse tucano aparece mais tarde...

Esse tucano aparece mais tarde...

Uma pena que os demais não tenham visto. Foi o tempo para 6 fotos e o bicho achou que já era demais. Saiu fora e não deu mais a cara. Retornemos ao alternador. Às 15:30 horas, até solda já havia sido feita (não duvido que aquela Land do Michelangelo tenha betoneira, cortador de grama, martelo pneumático, picador de cana para alimentação de animais, etc.). Finalmente o alternador fora substituído. ¬ Vamos ligar. Nada, nenhum sinal. Volta com o multímetro para verificar a tensão e constata-se que a bateria perdeu toda a carga. ¬ Vamos empurrar. Não adianta, diz o Luiz, se a bateria está sem carga a solenóide não vai abrir, e não abrindo a solenóide o carro não vai pegar. (Fiquei quieto no meu canto, pois não entendi nada do que ele falou. E tem gente que acha que engenheiro mecânico tem que entender de carro). ¬ Só se der uma chupeta. Vocês podem não acreditar, foi uma chupeta de meia hora. Gente, meia hora de chupeta é coisa que não acaba mais. ¬ Agora vamos ligar. Nada. Luis conclui e insiste que o problema está além da bateria e do alternador. ¬ Vamos tentar carregar a bateria e ligar o carro com ele sendo rebocado. De alguma forma o carro pegou. Embarcamos todos e partimos rumo a CARRANCAS. Alternador trocado e o motor rodando, agora para não ter mais problemas.

Eram 16:30h. Não chegamos a andar 1 quilômetro. Estávamos ainda na saída da cidade quando tive o sentimento de que o mundo desabava sobre nós. Voltamos a estaca zero. Entramos mais uma vez em Sta. Rita com a Land sendo rebocada, só que desta vez no centro da cidade. A esta altura do campeonato, quem nos olhava pensava tratar-se de um cortejo fúnebre. “Procura-se um eletricista”. “Procura-se um eletricista”.

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Um pedestre informa que conhece um e passa as coordenadas da residência. Michelangelo larga a Land do Luis “ali mesmo” e sai a procura do tal eletricista. “Ali mesmo” era em pleno cruzamento, exatamente embaixo do sinal se ali houvesse algum. Uma posição muito desconfortável conforme podemos observar abaixo: Certamente não há guarda naquela cidade porque o carro ficou ali parado por uns 10 minutos. Também não houve engarrafamento. A situação já estava chata com o pessoal ali da esquina olhando. Aproveitando que estava em uma descida, o Luis deixou o carro rolar suavemente rampa abaixo, até a próxima esquina, onde estacionou rente ao meio fio. Coincidência ou não, talvez interferência do destino, não importa, o que sei é que exatamente em frente, do outro lado da rua, havia uma oficina. Neste momento retornava Michelangelo dizendo que o eletricista não estava em casa. Entramos na oficina para saber se ali havia alguém que entendesse de motor diesel.

¬ Eu entendo. Era um negão, camiseta amarela fornecida por uma “porcaria” de partido político e com a “bosta” de um tucano pintado nas costas. O Luis passou os sintomas do carro para ele.

¬ Vamos ver. Abra o capô (e dirigiu-se para a traseira do carro – ccchhhiiiiii, não entendi). Deu a volta no veículo e, já com o capô aberto, enfiou a mão no compartimento do motor, mas rapidamente a retirou, como se estivesse afastando-a devido ao calor do motor.

¬ O cabo da válvula solenóide da bomba injetora está quebrado. Descascou a ponta do cabo, prendeu-o novamente e disse que, se o problema era só aquele, agora ele iria pegar.

¬ Vamos empurrar. Habilitaram-se espontaneamente Aldo, Ademar, Michelangelo e o Negão, enquanto que o Luis ficava no volante. Aquela DEFENDER enorme, 4 X 4, naquele instante de humilhação, mas também de grande humildade, vira uma simples 4 X 8 ( quatro caras empurrando num total de oito pernas). Já passava de 17:00 horas e começava a escurecer, não só pelo final de tarde, mas nuvens negras aproximavam-se rapidamente vindo lá das bandas de Volta Redonda. Sob a força dos 4 HP, a pesada DEFENDER lentamente começa a se mover. O céu cada vez mais escuro. O carro vai ganhando alguma velocidade. O ambiente está tenso. A velocidade aumentando, cada vez mais, mais, mmaaiiss, mmmaaaaaiiiiiiiiiiiissssssssssssss…………. Ô gente, “péra” aí. Não podemos nos esquecer que estávamos em Santa Rita da Jacutinga e era dia de São Jorge. Certamente Santa Rita intercedeu por nós e o Jorjão deve ter batido um tambor legal, porque de repente:

VVVRRRRRRUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMMMM VVVVVRRRRRRRUUUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMMMMMM (outra acelerada) VVVVVVVVVVVVVRRRRRRRRRRRRRRRRRRUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM

Agora sim, aquela Land esbanjava toda a saúde de seu motor. Qualquer pessoa, ainda que de olhos vendados, poderia afirmar categoricamente que: “Aquela era uma Land”. Luis Ernesto desce do carro todo satisfeito e neste instante voltei a lembrar que ele também sabia sorrir. Todos comemoravam efusivamente. Abraços por todos os lados. Salve o Flávio! Salve o Flávio! Até então era o negão, mas agora, com a sua linda camiseta amarela do PSDB e um belo tucano desenhado nas costas. Salve o Flávio! Qualquer coisa era motivo de alegria. O primeiro raio risca o céu a meio horizonte, tendo como fundo as nuvens negras. Uma cena maravilhosa (alguns instantes atrás certamente eu teria dito: PQP ). O passeio, que para a maioria de nós já tinha ido pro saco, volta a ganhar força. Rapidamente são verificadas as tensões na bateria e na saída do alternador. Tudo em ordem. Eram 17:35 horas. Entramos nos carros e partimos rumo a CARRANCAS. O motor da Land agora roncava lindo, bonito, redondo. Estava tão bem que partimos com a certeza de que não mais incomodaria.

(HHUUUUUMMMMM, SERÁÁ???) NÃO PERCAM. EM BREVE O 2º E ÚLTIMO CAPÍTULO DO RELATO





2a Expedição Perrengue na TRIP – Utilidade Pública

24 04 2009

Amigos del Perrengue Loco, boa tarde. Conversando recentemente com amigos, em torno de uma cerveja razoavelmente gelada, percebi que nosso blog tem fugido um pouquinho de sua temática principal.

Continuamos a retratar apenas de perrengues e histórias ilárias que acontecem em todas as viagens, mas acho que estamos relaxando na contrução gramatical dos posts, com muita informalidade no vocabulário e informações úteis sobre os destinos estão em falta.

Para dar um basta nesta situação de caos e desordem, resolvi, enquanto ainda é tempo, em adicionar informações atualizadas sobre o Parque Estadual de Ibitipoca, devidamente aproveitada na páscoa de 2009 e seus acessos.

1) Primeiramente, elogiar as estradas. Lembram da famosa “estradinha de Ibitipoca” usada como referência para “estrada bizarramente ruim e íngreme”? Pois é continua íngreme, porém em grande parte, calçada com um tipo de paralelepípido novinho em folha. Inclusive, sacaneei um casal de amigos que deixaram de ir com medo da estrada.

2) Acesso à Lima Duarte. Essa é boa. Sempre erramos a bendita entrada para Lima Duarte, logo após passarmos Juiz de Fora. Mas a parada é: são 3 entradas! A 1a delas é simplismente a pior de todas, com trecho de terra!!! Tem mais duas, com cara de “entradas oficiais” , com trevo e placas de sinalização melhores.

3) Chegue cedo ao parque! Indo em alta temporada, formam-se filas na entrada! É uma bosta, sair de uma capital, cheia de filas para encarar uma filinha na entrada do parque, logo pela manhã. O parque tem limitação de 800 visitantes por dia! Logo, se se atarasar, corre risco de ficar se embreagando de cachaça no meio da estrada… o que não é de todo mal estando em Minas…

Fila? Aqui? PQP...

4) Preço para acesso ao Parque: R$15 em alta temporada. Não lembro no preço em baixa temporada, mas é tipo R$10. Estudantes identificados pagam meia! Leve sua carteirinha. Só aceitam pagamento em dinheiro. Após longa espera na fila, perguntei ao gordinho do caixa: “Posso pagar com amor?” “E com paz mundial?” após uma risadinha mineira, disse que era só dinheiro mesmo. Bom, eu tentei.

5) Trilhas pelo parque estão muito bem sinalizadas. Nosso dinheirinho sendo bem gasto. Alias, uma infraestrutura muito boa com banheiros, filtros nas torneiras, cantina (mix de mini-mercearia loja de R$1,99) com e restaurante disponível dentro do parque, bem perto da sede.

6) Utilização de guias. Disponíveis na cidade, nas operadoras de turismo. Mas, digo que não é mais obrigatório a contratação para fazer as trilhas dentro do parque. Da outra vez que fui só podíamos entrar no parque com um guia credenciado junto com o grupo. Foi muito legal, pois era um guia muito doidão, cheio dos dreads-locks e contava muitas histórias sobre o lugar. 

7) Bar do Firma!!!! Caraca, que lugar incrível! Que energia boa! Saca o filme Piratas do Caribe 2? Quando o Jack Sparow desaparece e os piratas vão à casa de uma bruxa? O lugar é igual à casa dela!!! Cheio dos breguetes pendurados!! Chegando lá, vá conversar com o dono, o Firma. Cara da paz, curte muito papear com o pessoal. Chegando lá, peça pela Jenny! Uma pinga com mel que tem seu charme e segredo. As garrafas ficam penduradas no teto. Basta um sinal pro Firma, que ele roda um moedor de carne com uma cordinha e uma garrafa de Jenny aparece na sua mesa! É uma estrada de terra a uns 2 km da cidade. 

8) Rola de acampar no Parque! Programe-se! Pois são apenas 15 ou 20 barracas! Acho que custa R$20 por dia. (podendo variar para mais ou para menos. Desculpem-me, mas so passava lá com pressa pela manhã ou já escuro na volta)

 

Fim de Tarde no Pico do Pião - certeza de que você vai voltar à noite!

Fim de Tarde no Pico do Pião - certeza de que você vai voltar à noite!

 

 

9) Programe bem sua caminhada! As trilhas são relativamente longas (8km a mais distante). Por isso prepare-se para retornar ainda com luz do dia. Caminhar a noite é ruim, você fica tropeçando igual a um bêbado, as meninas ficam reclamando. Por isso, agasalhos, comidinhas e lanternas são bem vidos!

10) Ficamos dessa vez acampados no Camping Canto da Vida. Show de bola! Limpo, organizados em platôs e bem familia. Mesmo os vários grupos de jovens respeitavão o descanço alheio. O proprietário se chama Nelson, super gente-boa. Conectado na internet, serve em seu menu musical no café da manhã desde raridades dos Beatles, passando por Chopin e clássicos do 70’s rock! Da outra vez, ficamos num dos chalés dos Americanos, ótima pedida também! Bem confortável, lareira, novo em folha. Dessa vez ficamos acampados pois a meninas queriam “aventura”. Quem sou eu pra contrariar?!

Para melhorar seu leque de informações recomendo um portal bem legal, que me ajuda a programar muitas viagens: Clube dos Aventureiros. É um pessoal que além de profissinais no esporte de aventura, tem uma grande paixão pelo que fazem. Já enchi o saco dos caras por email, pedindo mais dicas sobre os roteiros e eles sempre respondem com muita boa vontade. (pelo menos é o que parece rsssss)

Bom, pelo que me lembro é isso aí! Qualquer lembrança póstuma, escrevo novamente. Abraço e boa trilha!





2a Expedição Perrengue na TRIP – IBITIWALKER

20 04 2009

Salve amantes incondicionais do perrengue! Nossa 2ª Expedição Perrengue na TRIP foi um sucesso! Inclusive, num raro momento da vida, ouso propor uma mudança no título da expedição e substituir o título. De:

 

2ª Expedição Perrengue na TRIP – IBITIPINGA, por

 

1ª Expedição Luxo na TRIP – IBITIWALKER!

 

Por que raios IBITIWALKER? Para fomentar a visitação de leitores internacionais ao blog? Claro que não. A inclusão do sufixo Walker tem duas explicações distintas. Walker que faz referência explicita, no idioma inglês, ao “cara que caminha”. Pois é. Ele mesmo, velho conhecido dessa juventude “sarada”, o Joãozinho Caminhador. Um primo muito famoso dele é o paraguaio, Juanito Adarilho. (era como estávamos chamando durante toda a viagem…) Mas todos são primos pobres do Jonnhy Walker. O Juanito foi o elemento surpresa dessa incursão em solo mineiro. Não apenas um, mas três garrafas do bom e velho Chapolin Colorado.

 

Outra possível razão para tal estranho sufixo é sua tradução informal, onde Walker remete à idéia de “quem anda igual a um corno, ladeira à cima e ladeira à baixo”. Essa também se aplica com requintes de muito ácido lático e fadiga muscular. Uma verdadeira sopa de letrinhas nada anabolizadas, em corpos sarados à base de muita malhação com mouse ótico e bronzeamento de LCD.  Um show de horrores obtido com cada passo dado na conquista dos 20km que caminhávamos em cada dia. (É, neguinho vintinho por dia de sobe e desce, tá ligado? E não tinha essa de “01, pede pra sair”. Sair pra onde? Do meio do mato para o outro meio do mato)

 

Agora imagino que a curiosidade está corroendo seus estômagos vermifugados e uma pergunta ecoa incessantemente e suas cabeças: “POR QUE LUXO NA TRIP?” Certo?

 

Primeiramente, vamos à conceituação de luxo: sua origem etimológica é o latin, luxus. Refere-se ostentação de riqueza, esplendor. (fonte: winkipedia) Agora, da minha cabeça, podemos falar de luxo como ostentação de riqueza, uma vez que falamos de riqueza, falamos diretamente sobre valor. Ainda emburacando-se nesse devaneio de doidão, poderíamos discutir, no caso monologar, por horas (linhas) sobre o conceito de valor. Onde raios quero chegar: a relatividade do conceito de valor. O valor, por essência, faz a comparação entre duas ou mais coisas, correlatas ou não, para estabelecer um parâmetro, ainda que muito fictício sobre “quanto vale alguma coisa”. Essa, meus caros leitores, pode ser a grande discussão da nossa Era. Quanto vale e quem determina isso? Indo além, por que vale isso? [nota do autor: por essa não se tratar da temática central do blog, deixarei apenas como uma pulga virtual, que pode ser recortada daqui e ser colocada atrás de uma orelha, rendendo assim uma boa discussão sobre a temática]

 

Mas e aí? De onde saiu a pombas do luxo? Vamos exercitar: uma dose de uísque Juanito Andarilho, rubro R$12. Um bombom de chocolate, ferrero, desses com uma avelã dentro, R$1,00. Uaáááu, que luxo, hein….? Aí que retornamos a discussão. (não vou pontuar sobre desigualdade social, valor convertido em alimentação efetiva ou quantas pessoas nunca terão oportunidade de comer isso na vida, por motivos já citados).

 

Luxo? Caminhe por trilhas morro acima e morro abaixo por 5 horas, se possível, observe a paisagem a sua volta. Fique exausto.

"Ando devagar, poque já tive pressa..."

 

Depois, faça 40 minutos de caminhada pelo curso de um rio. Isso eu garanto, foi uma experiência maravilhosa pela sensação, pela paisagem e pela boa companhia. Esse rio é muito, mas muito gelado. Quando você acha que já acabou, escorregue e molhe sua mochila.

Um belo caminho para quem sai da Janela do Céu.

 

Ai, um pouco mais à frente, tudo muda. Seja contemplado com uma cachoeira fantástica e cinematográfica. Dessas que arranca do seu peito um grito de vitória e satisfação, diante de uma manifestação de rara beleza. Corra igual a um maluco e faça movimentos desconexos para sair bem na foto. Depois disso, descongele da água fria junto com bons amigos à goladas generosas de uísque, de frente para a cachoeira. Para finalizar, seja surpreendido com uma caixa enorme de bombons.

Uhuuuuuu! Ibitipoca - MG

 

Diz aí: é luxo ou não é?