Aniversário do Perrengueiro!!!!

30 10 2009

É… gente bonita e saudável que lê o Perrengue na Trip. Pois é… eu recebi algumas reclamações do tipo: “pombas, não vai atualizar essa bagaça não, é????” Então, cá estou, escrevendo para vocês mais uma história da minha vida.

Mortal, filho de Deus e flamenguista (rumo ao G4!!!), logo,  também faço aniversário! E como bom blogueiro, fã de uma trip cheia de pegadinhas, decidi comemorar os 27 anos de existência à moda Perrengue na Trip! Assim, tranquilão, curtindo o batidão… e como cara legal que sou, consegui carregar comigo 23 amigos tecnolovers, dentre homens, mulheres e “outros” para passar o feriado do Dia das Crianças no meio do mato…sem luz elétrica, wi-fi, sem poder twittar nada! Já dá para imaginar aquela vinheta da sessão da tarde: “Imaginem só, que tremenda confusão!” Devo inclusive fornecer os créditos totais dessa trip ao nosso Satélite Lua, que cedeu o sítio Quimera às festividades. Obrigado! Um beijo no coração.

Foi uma trip pra lá de arretada, onde os participantes estavam (ou deveriam estar) engajados no estilo viagem de acampamento. Onde a proposta era que todo o sossego da aprazível Mury – RJ seria desequilibrada com a potência das nossas cordas vocais, criatividade e cerveja. Isso mesmo: caos. Como aniversariante, e principal organizador desta empreitada, tive alguns contratempos, dentre eles a exaustão física, que me fizeram ir no sábado de manhã e não na sexta a noite, como a grande maioria. O que me rendeu certa defasagem de ritmo de pensamento em relação ao pessoal que estava lá. Ficará mais claro essa diferença de “vibe” quando assistirem o vídeo abaixo.

Foi um freak show bem divertido. Muitos jogos de tabuleiros, com o oferecimento do Sr Garzia, jogos tribais publicitários por conta do Sr Keller, futebol maori warrior por conta do japonês que vos escreve. É claro que contamos com uma quantidade alienígena de cerveja; vinhos por conta do Coronel e muita, mas muita pinga. Comida de alto nível produzida pelo nosso amigo Grunginho Vermelho (um santo que baixou em nosso Beni Lava que o obrigou a correr pela casa de cuecas, meias e capa vermelha) e é claro, a tradicional feijoada do Sr Coronel. Em resumo, uma orgia gastronômica de marca maior.

Não entrarei em detalhes mais “intensos” dessa experiência, para preservar a integridade dos participantes. Pois o que acontece em Mury, fica em Mury. Mas a vaga lembrança que trouxemos foi muito positiva, como exemplo, Sra. Limão, voz & violão. Outras lembranças mais razoáveis como beber cerveja no Beerbong e pela falta de prática de alguns, soltar parte do conteúdo pelo nariz. Ou pior, fazê-lo com cuba ou pior RUN PURO. Valeu Sr Belote, idéia brilhante. Talvez num futuro nosso fígado reclame…

Algumas fotos comentadas do evento:

 

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Warrior urukai soccer

 

 

Por que será que o jovem com “Fuck Me” e uma seta descendente na região lombar está tentando lamber o jovem com “HMMM…” e seta similar pintada na mesma região? Acho que rolou uma química…

Olha o visual da nossa festa! É muita paz, minha gente...

Uma localização privilegiada, podemos assim dizer. Barulho da natureza e dos urros dos bêbados ecoavam neste vale encantado.

A melhor jogadora, absoluta.

Uma homenagem à melhor jogadora de todos os tempos, Sra. Limão, minutos antes de ter os ligamentos rompidos pelo Sr Fuck Me.

 

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Wellcome Bong!

Olha eu ali, no ritual de boas vindas: chegou? TEM  QUE BONGAR!!!! E não pensem vocês, meus amigos, que o pessoal em volta está gritando coisas fofinhas. Mas, como este instrumento da paz fez parte de 4 curtos anos que passei na faculdade de administração… já graduei na brincadeira. Ah, que saudade. Bebi, sem babar e ainda continuei com a minha latinha antiga, para a frustração da rapaziada, que queria ver o japonês-querubim, chafariz de cerveja. =P Rá! 350ml de cerveja em 3 segundos!

É meus amigos…  que felicidade. Fiz questão de compartilhar, pois a felicidade não coube em mim. Fiquei feliz em receber um feedback dos amigos dizendo: “Caraca, que viagem, hein?” Obrigado à todos pela contribuição, pela energia, pela produção (Sr Keller, Vermelhinho e Lua, em especial).  Foi ótimo compartilhar com todos esses dias tão intensos.

Cara, que viagem…





Pára Raio de Maluco – Paranaguá PR

16 09 2009

Amigos do Perrengue na Trip, olá! Fora da sequência incrível de Expedições Perrengue na Trip, vou relatar hoje um perrengue que é uma “puta vibe gossstosa, mâno”. Foi em minha última viagem ao estado do Paraná, a pouco mais de 2 semana atrás.

Rumei na semana que antecedia as comemorações de 7 de setembro para o sul. Não foram férias exatamente, mas quem está a fim, se diverte até em velório, né? E este é o meu caso (não fui para um velório, ok?) Retornei ao litoral paranaense com o objetivo de descansar durante 2 dias e conhecer a Ilha de Superaguí. As minhas últimas incursões à este litoral conduziram-me, 100% das vezes à Ilha do Mel. Mas conversando com os locais, eles me atentaram para esta ainda pouco conhecida e bela ilha.

Lá fui eu, numa trip relâmpago, saindo na quarta-feira, podendo retornar na sexta, no sábado ou nunca mais. Fui de carro dividindo o volante com minha caçulinha e companheira das grandes aventuras. Saímos de madrugada e presenciamos um amanhecer empolgante, com cores e texturas que só um belo céu de inverno pode nos proporcionar.  Nosso percurso foi tranquilo, demoramos aproximadamente 16h de viagem. Dessas eu devo ter dirigido bem umas 10h. Óbvio que pegamos engarrafamento na terra dos paulista, né meu? Um puta engarrafameinto embassado, viu? Tão engarrafado que decidimos fazer a troca de pilotos no meio do trânsito da marginal Tietê.

Chegamos à nossa base, a cidade de Pontal do Sul já de noite, bem cansados, famintos e com aquela vontade que vocês, leitores fiéis sambem bem qual é: isso mesmo, beber uma cerveja =) Lá fomos nós, comer um podrão (sanduíches comercializados em estabelecimentos não fiscalizados pela vigilância sanitária) e beber uma cervejinha. O fizemos com muito gosto e lá me informei sobre como chegar em Superaguí. Segundo os locais, eu tinha que pegar o ônibus da 6:20 da manhã (PQP!*#!) até a cidade de Paranaguá e rezar / correr para pegar o barco das 9h para a ilha. Uma verdadeira saga se preparava.

6h da manhã eu estou no ponto de ônibus, no meio de uma névoa e frio dos infernos. Dos infernos porque comigo esperavam umas  15 criancinhas polacas, ruivinhas e estremanente agúdas, em idades variadas e todas cheias de disposição.  Eu, no meio deste campo de batalha virei o divisor de “lados” daquela troça.

- Daqui pra cá (leia-se daqui = este japonês que vos escreve) só as pessoas do bem!!!!!!

Pronto: eu dividi as forças divinas daquele combate mortal. Era um corre-corre, uma zoeira em minha volta que vencia o volume máximo do ipod. Chegou o ônibus deles e logo em seguida o meu. Entrei no ônibus, meio eletrizado, mas rapidamente desmaiei em sono profundo, como nos ensina o grande lord Homer Simpson. Cheguei em Paranaguá, desci do coletivo igual a um bêbado-mânco e corri pro banheiro, me libertar dos podrões do jantar. (pausa, poupo dos detalhes) Depois corro pro trapiche em busca do barco das 9h para Superguí. Estava dentro do cronograma, mesmo passando um fax pra Chicago, que não estava previsto.

É uma cidade bonitinha...antiguinha essas coisas.

É uma cidade bonitinha...antiguinha essas coisas.

Cheguei ao trapiche, perguntei para uns piratas locais e a surpresa: (Ahá! Achou que a cagada tinha me feito perder o barco?! Errou!!!)

- Superaguí? Só às 13h…

- Tá de sacanagem! – retruquei eu ao velho bucaneiro.

Enfim, porrada dada, é hora de se recompor. Ainda tonto, um pouco sonolento resolvi sentar no banquinho da praça, de fronte ao mar para traçar um plano de atividade para me ocupar na cidade. Eis que o inesperado me acontece:

- Bom dia meu jovem, me permita por favor compartilhar deste banco com você. (e foi sentando…)

antes que eu terminasse o “Claro meu senhor…” ele continua:

- (…) compartilhar o banco e os pensamentos também. (FODEU, pensei eu o mais alto possível. É pastor e eu vou ser exorcizado aqui!)

Aí ele me taca no colo uma revistinha de palavras cruzadas e um caneta Bic azul.

- Rapaz, tá brabo o negócio aí. É bom que você está com a mente descançada e vai interpretar de uma forma diferente.

Eu fiquei bestializado durante alguns segundos… mas isso passa rápido. Já ouviram a expressão “ficar batendo palma pra maluco dançar”? Pois é eu nasci com isso. É um dom natural que tenho e um dia, vou tatuar isso na testa.

- Sério?! Me dá essa bagaça aqui! É hoje que a cobra vai fumar! –  e caí dentro das palavras curzadas, como se conhecesse o vovô de longa data.

Aí ele ficou boladíssimo quando eu mandei de placa “CONCÍLIO DE TRENTO”. Saca essas palavras que são base pra 90% das palavras que estão na horizontal? Mandei lá. Chegou num momento que eu empaquei e ele me sugeriu mudar a página e partitr para outra, mas com uma condição: de que eu abrisse o jogo. Tranquilo, comecei as cruzadinhas aloprando, mandando na disposição. Quando empaquei o coroa manda a obra de arte: N-A-N-O-T-E-C-N-O-L-O-G-I-A. Porra! PQP! Ai eu fiquei bege… Mermão, de onde raios o vovô me saca da caixola N-A-N-O-T-E-C-N-O-L-O-G-I-A?! Isso não é do tempo dele não!

Papo vai… papo vem… as cruzadinhas rolando numa química legal. Quando observamos uma moça acender um cigarro. Pronto! Aí o cara virou pastor!

-Olha só como ela fuma com gosto! (até ai eu estava na dúvida entre um “vovô pastor”  ou um vovô “moleque-piranha”). Isso ai é coisa do encardido!!!! Porque eu, já estive lá, no limbo. Conheci os limites humanos e o sub-mundo, sei bem como é ser viciado. Já fui alcóolatra, chincheiro, fumava raxixe e o vício que mais sofri para largar foi o cigarro!

A essa altura do campeonato os meus olhos orientais enontravão-se em sua capacidade máxima de amplitude.  Meus pensamentos estavam randomicos entre medo, curiosidade e vontade de tirar uma foto do cara, só pra mostrar pra vocês.

“caraca mané… to jogando jogo das cruzadinhas com um vovô pit-bull-boladão e nem sabia…”

E o cara continua:

-Sabe meu jovem, eu já fiz de tudo nessa vida. (lembrei automaticamente do memórias de um ninja loki).

E começa a me contar coisas surreais, com muita desenvoltura e bom nível de arguição, ora poético, ora amarguradas. Começamos com coisas do tipo: “A própria cadeia é uma ótima escola. Lá vivenviamos e observamos a natureza humana em seu estado extremo.” Bolei[2]!

-Porque eu – pausa, suspiro – já fiquei preso durante 12 anos. Passei por várias penitenciárias e presídios psiquiátricos e tenho 18 (DEZOITO) fugas no currículun.

PÁRA! Leitor, coloque-se no meu lugar. Releia o post até aqui, se necessário. Agora diga: O QUE RAIOS VOCÊ RESPONDE?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!? O QUÊ?!

-Caraca!!!! Que irado! 18 vezes! Impressionante! Isso viraria um filme.

Pronto. Acabei de gerar assunto para mais 6h horas de palavras cruzadas. E pior, que já estava esquentando e eu estava  doido pra convidar o vovô pra ir buteco. Pois essa prosa toda carecia de uma gasolina, pra melhorar o entendimento. Tô certo ou tô errado? Mas aí, lembrei que dentre todas as perebas que ele teve, o alcoolismo foi uma delas. Droga. Esquece a cachaça.

Vou contar uma das histórias, bem resumida que ele me contou. É mais ou menos assim:

-Você já amou intensamente uma mulher da vida?

-Hein?!

-Já se apaixonou por uma puta, porra!

-Ah, desculpa. Na verdade nunca tive contato (comercial) com uma. (pode zoar… nunca comi puta mesmo, fazer o que?)

Ai ele começa…

Pois é, eu já. Porque eu queria saber como era amar uma mulher assim. Ela é uma mulher, um ser humano e possui uma das profissões mais antigas da história humana. Mas sua ocupação, por questões da sociedade em que vivemos, a classifica como alguma coisa que é diferente. E como fazer isso? (ama-la) Abstrair das feridas, físicas e sociais desta pessoa e ama-la intensamente, com verdade e brilho nos olhos, realizando nela a verdadeira mulher de sua vida.

[rapaz, nessa hora eu estava de boca aberta, b-o-l-a-d-o. Saca sociologia, um cidadão chamado Émile Durkheim?! Pois é... rebola neguinho, rebola!]

Transforma-la em sua amante. Saber que após uma exaustiva jornada de trabalho, ela retorna para casa; tem um fogo verdadeiro para você, e retribui com amor, tão intenso quanto o seu. Mas agora eu te pergunto: como você sai dessa? Você explica que ela faz parte de um experimento social? Que eu só queria saber como é amar uma prostituta barata?! [perceba o quão cruel ele molda seu discurso, para causar a inquietude em mim.] Somente se entregando verdadeiramente a ela e sofrendo junto como se sofre ao término de qualquer relacionamento. A cumplicidade e o amor sincero te proporcionará reflexão, sofrimento, uma profunda fossa e depois da tempestade, o aprendizado.

Esse era o visual que eu tinha durante o papo!

Esse era o visual que eu tinha durante o papo!

Eu poderia facilmente escrever por kilômetros sobre esta figura que surgiu em minha vida, das suas fugas, das suas aventuras, da sua vida de marujo. Porém, não tenho palavras para descrever o quão grandioso foi ter esta conversa. Falamos sobre muitas coisas, sobre relações humanas, sobre educação (formal e informal) sobre relacionamentos, sobre imagem. Alguns ítens, eu tenho certeza que foi um briefing divino que ele leu e escolheu determinados temas, pra me dar umas porradas, uns “pedala-robinho”, só pra entrar nos eixos.

Resumo da ópera: da mesma forma em que chegou, foi embora. Agradeci a conversa, ele por sua vez também apreciou bastante sobre o que falamos. Entendi como uma aprendizagem, uma relação de soma positiva. Fim dado a esta saga, fui ao buteco e não bebi. Comi dois mistos-quente e adivinha só – começou a chover, muita coisa. Estava eu, uns marujos que ficava chamando de piratas e uns emos, em idade escolar. É isso ai, tem emo em Paranaguá. Gentilmente cedi parte do meu toldo para eles se abrigarem da chuva, vai que a chuva estraga a chapinha da franja, né? Que choradeira…. Uma menina ficou puxando papo comigo e assim passei mais algumas horas mensurando a viabilidade de ir para Superaguí, plano original da aventura. Mas se saísse às 13h só chegaria às 15:30. Só poderia voltar no dia seguinte, às 8h da manhã e com chuva?! Um tremendo programa de índio.

Saí na chuva mesmo, pra conhecer um pouco a cidade, tirar umas fotos e achar um boteco bem tosco pra beber uma pinga e digerir os fatos. Rodei e achei um boteco só.  Muito arrumado pro meu gosto. Me serviu uma pinga péssima e cobrou R$4,00!!! Já no auge da raiva, resolvi ir embora, para evitar mais cagadas.





5a. Expedição Perrengue na TRIP: Santa Rita de Jacutinga – MG

12 09 2009

Amigos do Blog Perrengueiro, a vergonha corrói até as últimas falhas de meu intestino delgado. São exatos um mês e 12 dias sem postar. Peço a vocês, minhas sinceras desculpas. Estamos na reta final daquela afamada pós-graduação em Economia, que a muitos meses venho me queixando.

Por outro lado, meu amiguinho de anos, navegador e dono da  máquina fotográfica que registrou as fotos de Santa Rita, só me mandou as fotos essa semana… tsc, tsc, tsc. Na verdade, é tudo culpa dele, devo admitir.

Mas vamos ao que interessa: quebramos tudo em Santa Rita ou não?!?! Claro que não… quebrar o quê lá? Não tinham muchachas, muchachitos (para os que gostam), nem pierrot ou colombina. Só o bonde da terceira idade que estrondava na azaração! Ok, brincadeiras a parte, não estávamos em uma missão antropológica e sim eco-aventureira. Existe um público jovialmente ativo e praticante sim, mas não interagimos com eles, infelizmente.

Rodoviária

Fizemos uma viagem rápida e tranquila de aproximadamente 3:30 horas de Niterói à Santa Rita.  Tempo de percurso este que nos permitiu aproveitar amplamente nosso primeiro dia de viagem. Chegamos, fomos em busca da tão aguaradada Biquinha. Segundo as orientações (desta vez 100% corretas e acertivas) de nosso navegador, o Sr. Marinho, encontramos com a primeira fonte de informações, numa loja da alta moda Jacuntinguense. De lá pegamos a “senha secreta local” para continuarmos a procura.  Andamos alguns minutos, as ruas se tornaram de terra, se estreiram e alargaram até chegarmos ao pequenino e agradável Camping da Biquinha. Lá fomos recepcionados pelo Sr do Bigode, muito gente boa. Não me recordo do nome, mas nos contou histórias, indicou o alabique para comprarmos uma boa cana, em fim, tudo que precisávamos saber.

Após estabelecermos acampamento, seguimos direto para a cachoeira do Pacau. Adamos pela estrada que também não me recordo do nome, mas que é importante, pois além de fazer a ligação com o município vizinho, é onde fica o alambique que nos abastecemos dos 2 primeiros litros de cana, por R$5 cada. Lindo, né? Um senhor muito mestre dos magos, cheio de sabedoria e histórias pra contar, nos mostrou sua pequena produção de cana, hortaliças e outros plantios fartos de sua propriedade. Inclusive ao fundo, uma bela cachoeira.

"gostou da prova? (meio copo de requeijão cheio de cana) Eu que fiz."

"gostou da prova? (meio copo de requeijão cheio de cana) Eu que fiz."

Após “completarmos o tanque”, partimos direto para a busca da cachoeira. Esta estrada está em obras, o que a torna um pouco mais perigosa. Sinuosa e de chão de terra bem batida, o que te permite andar a 60km/h sem perceber. Possui alguns trechos já asfaltados e muitos canteiros de obra ao longo do percurso. E cadê que que encontrávamos a entrada da bendita? Nós estávamos vendo a queda mais alta, escutávamos, mas não sabíamos onde raios começava a trilha a pé.  Pegamos uma estradinha bem apertada e bonita, bem próximo ao topo da queda, onde achávamos que era o caminho correto. Andamos por paisagens muito bonitas, túneis e corredores de pedra dígna de filmes épicos. Mas cachu que era bom: nada.

Voltamos, perguntamos na barraquinha de caldo de cana (R$1,00 o caldo) e nada de achar. Numa última tentativa, paramos de frente para a queda, que ficava do outro lado do vale, fiz uma pequena triangulação com a búlsola, cachu e cume de pedra e seguimos estrada novamente, parando onde, segundo minhas previsões de sobrevivência militar/mcgyver indicavam. Era um tremendo canteirão de obras. Paramos o carro, o Sr Marinho pisou numa bosta de cachorro king-size, reclamamos um bocado, essas coisas. Eis já putos danados da vida, a Sra Marinho se a fasta de nós objetivando fazer o xixi-filosofal, para esfriar os pensamentos e encarar os fatos sob uma ótica diferente.

- ACHEI!!!!!! HÁ!HÁ!HÁ! Dois trekkers de bosta vocês dois! Eu achei a entrada da trilha fazendo xixi! Vocês, com suas búlsolas, mapas e cachaças estão rodando a quase 2h e nada!

Esfriamos para não responder nada de muito feio. Rabo entre as pernas, mochilas nas costas e PÉ NA TRILHA! Alguns poucos minutos de decida, já sob um clima úmido de floresta, uma incrível cachoeira aparece.

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Esfriamos os pés nesta gélida água, fizemos uma lanchinho e meditamos ao som da força das águas da cachoeira do Pacau. Retornamos já escurecendo, famintos em busca da boa e farta comida mineira. Grande problema. Chegamos no momento intermediário onde as pensões já estavam fechadas, os butecos esquentavam os tamborins e os restaurantes (dos poucos disponíveis) ainda não esboçavam cara de que iriam abrir. Rodamos, a pé e de carro e encontramos o único lugar que nos serviria janta, bem próximo à ponte de entrada da cidade. E lá, a justiça mineira foi feita.

Retornamos para nosso camping, exaustos, felizes, ansiosos para fazer a digestão e degustar uma boa cachaça em volta da fogueira. E assim o fizemos. Éramos apenas nós no camping. A Sra Marinho assistiu sua novela sem preocupações, eu e Sr Marinho brincávamos de escoteiro fazendo uma bela fogueira, queimando tudo quanto é toco, galho e lenha que encontrávamos. Tinha a nossa disposição um amplificador de guitarra da década de 90, Wattson e um cabo P2-RCA. Resultado: ipod nano, vermelho do Perrengue na Trip colocou a trilha sonora para nossa vibe-matuta. Entre clássicos do Gotan Project, Madeleine Peyroux à Macaco Bong e Orquestra  Brasileira de Música Jamaicana ilustraram, bem baixinho,  as estrelas e o lúmen daquela noite especial.





5a. Expedição Perrengue na TRIP: Santa Rita de Jacutinga – MG

31 07 2009

Amigos leitores deste blog bizarro, olá! É com prazer que anunciamos a 5a. edição da atrocidade turística mais ilária da rede mundial de computadores, a 5a. Expedição Perrengue na TRIP, série Minas Gerais. O destino escolhido é o município de Santa Rita de Jacutinga.

Santa Rita de Jacutinga

Acreditamos (com muita fé) que seja um município pacato, tipicamente mineiro, localizado a 170 km do Rio de Janeiro. Localização esta que nos permite passar um fim de semana sem stress, curtindo o batidão. O acesso à cidade será seguindo aBR-116, Via Dutra até Volta Redonda (a cidade do aço e do “Voltaço” time de futebol que, quando circula pela 1a divisão do futebol carioca despacha muito time grande para casa mais cedo…) De lá, mais alguns km sem qualquer precisão, passando por Amparo e Santa Isabel do Rio Preto (wtFCK?!) até Santa Rita.

É uma cidade de época, que foi cenário de novelas e mini-séries. Além dos belos casarões, tem uma quantidade de cachoeiras incríveis, elvolvidas pela bela natureza da Zona da Mata mineira. São aproximadamente 72 cachoeiras, de tamanhos e portes variados. Seria muita pretensão nossa dizer que vamos em todas, mas buscaremos as principais. (mesmo por que dizem que só algumas são acessíveis e a sinalização é terrivel. E perguntar pra mineiro é brabo: “ah, é logo ali…”)

Ficaremos acampados num camping da Biquinha.  Seja lá qual for essa senhora, ela possui um apelido um tanto quanto “curioso”, mas o que importa não é o que  faz ou deixa de fazer, mas sim é que nos cobrará R$10,00 pelo camping. Segundo relatos, o outro camping, Sô Ito, que deve ser um mineiro-japonês, é muito cheio, por ficar em um local de fácil acesso e ótimo pra fazer um churrasco. De duas uma: ou nosso camping fica no fim do mundo, ou a gente vai mandar bem.

Li em alguns relatos na internet também, que em Santa Rita de Jacutinga o carnaval bomba também! Imagine só… como será isso, pegação na Zona da Mata, cheio de gente, cachaça e amor. Como estamos indo fora de temporada, acredito que o panorama seja beeeem diferente.

Santa Rita, nos aguarde, pois garantimos: você numca mais será a mesma!

mapa de precisão

mapa de precisão





4a Exp. PNT – Pingas & ET’s: Ultimo dia!

29 07 2009

Amigos do Perrengue na TRIP! Como estão todos? Após alguns dias soterrado por tarefas do cotidiano, retorno eu para encerrar um capítulo dessa vida cheia de perrengues que Deus me deu.

Vamos logo para o útimo dia da expedição Pingas & ET’s. Porque no penúltimo dia não ocorreu nada de fantástico…apenas procuramos por horas e horas uma gruta para fazer um rapel e não encontramos.

Dia 14/06/2009 Ultimo Dia

Amanhecemos ressaquentos e remelentos como tem que ser. Tarde da manhã, nos nutrimos com o mais tradicional pão com queijo e café que minas pode produzir. Após isso, decidimos que iríamos voltar com calma, passeado e curtindo a bela paisagem das Minas Gerais.

rock 'n' road

rock 'n' road

Optamos em passar por Caxambu e demais cidades bonitinhas e agradáveis em busca de um pouco de pinga para contrabandear para casa. Na vinda, passamos por uma dessas cachaçarias para “gringo”, na estrada, cheio de coisinhas para as mulheres e crianças fotografarem, enquanto os cabras-da-peste testam a boa água-ardente.

o equilibrista!

o equilibrista!

Mas não somos malucos! Essa cachaça já me foi presenteada inúmeras vezes pelo meu grande amigo Juleba, parceiro de outros perrengues. Como eu estava dirigindo, me abstive, com certa dificuldade, da prova das marvadas. Mas como se tratava de uma cana velha conhecida, lá fiz minhas comprinhas à seco, para a abastecer meu barril de 5 litros e alguns para presentear os amigos. Um fato interessante que acontece com outros apreciadores da cana é que o coração fica aquecido com a bendita e dá vontade de amar todo mundo…espalhar esse amor para todos. Pensando nisso, o pessoal dessa cachaçaria preparou um cantinho especial para os bêbados, poetas e amantes!

Mensagens positivas!

Mensagens positivas!

Seguimos caminho. Nossa viagem chegou ao fim. Mas é claro que o final da 4a. Expedição Perrengue na TRIP: Pingas & ET’s necessita de um grand finale e é claro, de muito estilo. Pouparei palavras, pouparei da poesia, pois uma bela imagem fala mais do que R$190,00!

Multa por piscar farol após blitz! Aprendeu que não pode?

Multa por piscar farol após blitz! Aprendeu que não pode?

Fui multado! Vi um carro da policia abordando outro em minha contra-mão, porém, numa curva muito fechada. Fui piscar para avisar que tinha essa confusão para os 2 únicos carros que vieram. Pimba na gorduchinha! Na verdade um segundo policial estava de binóculos, escondido, observando quem sinalizava e através de um rádio avisava a um terceiro que aguardava na blitz posterior. Uso intermitente de ilumunação, após blitz ou ação policial é infração prevista pelo código de transito, eu aprendi.





| feliz dia internacional do rOcK |

13 07 2009

Amigos do Perrengue na TRIP! Uma forma toda especial de iniciar a semana! Hoje, dia 13 de julho comemoramos o Dia Internacional do Rock!

Um gênero musical mutante, orgânico, que forma gerações, dita coportamento, rege vidas. O rock ‘n’ roll é a bandeira de uma nação que vai além das fronteiras, que transcende as Eras. Independete de onde venha, que lingua fale ou que time torça, o som de uma guitarra rasga as diferenças e une seus seguidores, com o mesmo sangue quente e frio na espinha.

A data escolhida para comemorar internacionalmente este movimento é a data da realização do festival Live Aid, em 1985. Um grande festival de rock, organizado por Bob Geldof com apenas um único objetivo: arrecadar fundos para combater a miséria e a fome que arrasava (e ainda arrasa) a Africa. Armados com guitarras, unidos pela causa e pelo rock. Mais de 80 mil pessoas estiveram presente no estádio Wembley para vivenciar um festival que reuniu no mesmo palco os grandes nomes da música mundial como Paul McCartney, The Who, Elton John, Boomtown Rats, Adam Ant, Ultravox, Elvis Costello, Black Sabbath, Run DMC, Sting, Brian Adams, U2, Dire Straits, David Bowie, The Pretenders, The Who, Santana, Madona, Eric Clapton, Led Zeppelin, Duran Duran, Bob Dylan, Lionel Ritchie, Rolling Stones, Queen, The Cars, The Four Tops, Beach Boys entre muitos outros!

live8news

Parabéns a todos que de uma forma ou de outra vivem o rock ‘n’ roll e colaboram para que esta entidade caminhe firme para a eternidade!

Long life to rock & roll!

liveaid

Uma homenagem do Perrengue na TRIP, que apóia este movimento. Afinal, passar perrengue em viagem é rock pra caramba!!!





4a Exp. PNT – Pingas & ET’s: Rave no Dulla!

30 06 2009

Amigos do Perrengue na TRIP! Chegamos a mais um capítulo de nossa saga do pão de queijo em São Tomé das Letras. O dia de hoje teve uma agenda cheia, com muitas atividades e boas histórias, como não poderia deixar de ser.

Dia 12/06/2009 – DIA DOS NAMORADOS: Bar do Dulla

Acordamos relativamente tarde, como fizemos todas as manhãs. Levemente de ressaca, rumamos em busca de um café e pão com queijo, debaixo de uma chuva safada. Lembrei-me pelo caminho que na noite anterior havia marcado de encontrar nossos novos amigos paulistas num tal Bar do Dulla. Como já eram 11 horas da manhã, horário que deveria estar no bar com o pessoal, fomos direto para lá.

Chegamos ainda tímidos, com cara de quem acabou de acordar. Lá encontramos o Flavitows & Loh; Fabrício & Lud. A Bia que fazia parte da nossa facção carioca liderou uma busca por um baralho para começar a jogatina. Fabrício e o Flávio por sua vez, lideraram o bonde da cerveja!

O Bar do Dulla

Um pequeno estabelecimento comercial, feito em pedra são tomé, em frente ao orelhão, na subida para a Pirâmide. Isso mesmo. Dulla é o apelido do proprietário. O nome oficial do bar é ‘Só Jura’, pai falecido do Dulla. Uma varanda aconchegante com um sonzinho na janela tocando rock ‘n’ roll, Zé Ramalho, Secos e Molhados e é claro, Raul Seixas.

Do lado de dentro, uma mesa logo de fronte para a porta, com nada mais nada menos que 40 tipos de cachaças.  Na parede, detalhes da decoração peculiar fazem deste bar um universo paralelo. Detalhes que merecem ser observados são: estacionamento das bruxas (vassouras pregadas na parede); certidão de óbito do Raul Seixas, objetos tradicionais de fazenda e é claro, as espécies bizarras de cachaças que são servidas lá. E espantem-se com ranking de vendas das cachaças:

1a. Gabriela (com cravo & canela)

2a. Com mel (dã…)

3a. De COBRA! (pOrRa! cachaça com uma baita cobra, morta, eu espero, dentro da garrafa!)

Estacionamento das Bruxas; o Alquimistas e suas crias!

Estacionamento das Bruxas; o Alquimistas e suas crias!

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4a Exp. PNT – Pingas & ET’s

22 06 2009

Amigos do Perrengue, olá! Retomando nossa saga, vamos nos recuperando da aparição Alienígena do post anterior.

Chegamos às 6h da manhã, sob os efeitos da irradiação extra-terrena e cansaço. Uma dormida estratégica até as 11h, um queij-quent e um café pra nóis e já estávamos prontos para mais uma aventura!

Dia 11/06/2009: Ladeira do Amendoim, Gruta do Carimbado e Cachoeira Vale das Borboletas

Chegamos à famosa Ladeira do Amendoim. Um ponto astrológico e especial onde o magnetismo dribla a gravidade e faz com os carros desligados subam a ladeira! Não é tecnologia, é fentiçaria! Claro que pra estragar boa parte da brincadeira, a Dolores não subiu. Poxa! Instalei um kit anti-gravidade zero de ET?! Não. É um carro muito pesado, numa ladeira de terra. Só isso. Mas para registrar, fotografei uns carros de plástico se divertindo por lá.

Ladeira do Amendoim...subir ao invés de descer?

Ladeira do Amendoim...subir ao invés de descer?

Bom, feito o registro, nos equipamos com parafernalhas sinistras de escoteiro e equipamento de resgate, gentilmente fornecido pelo Sr. Marinho. Adentramos ao domínio da gruta do Carimbado. Andamos, rodamos e ao invés da gruta, sabe o que achamos? Um regístro histórico da passagem do grande revolucionário contemporâneo, ele, o barbudo-não-comunista, profeta do caos: Osama Bin Laden. Uma casa abrigo modesto, mas com vista privilegiada e clima de montanha.

Cafofo do Osama. Uma provável ligação entre Osama e Ventania?!

Cafofo do Osama. Uma provável ligação entre Osama e Ventania?!

Neste momento, conhecemos duas personalidades que num futuro próximo arruinarão nossos fígados apresentado-nos ao bar do Dulla. Sim, diretamente de sampa, conhecemos o Flavitows e a Loh (deve ser de louca..rsss)  Rodamos mais um pouco e achamos uma gruta, pequena e lamacenta e questionamos: Será que isso aqui sai lá em Machu Picchu? Andamos poucos minutos e chegamos ao final dela.

- Uhuuuu! O exército passou 3 dias aqui dentro e não achou o fim! A gente com meia garrafa de pinga e 10 minutos chegamos à Machu…

Sim. Estávamos na gruta errada. Meninas levemente mal-humoradas fizeram com que subtamente nos batesse uma vontade enorme de ir embora. Brincadeiras à parte, rumamos desapontados para a cachoeiraVale das Borboletas. Chegamos à cachu. Antes é claro, paramos para calibrar uma dose da marvada.

Pinga carregada

Pinga carregada

Chegamos ao Vale das Borboletas. Mesmo o tempo nublado e a garoa, descemos para curtir o belo visual.

Vale das Borboletas

Vale das Borboletas

Retornamos famintos e cansados. Porém, felizes. Desfrutamos de uma comida mineira chique e bem servida no restaurante o Alquimista (R$44 para 2 pessoas). Mais tarde, fui em carreira solo para a night no famoso Bar do Dois. Já conhecia de longa data essa night fria e animada por muito rock ‘n’ roll. Na ocasião, a noite foi por conta da animada banda de 3 Corações: Os Walterléos.





4a Exp. PNT – Pingas & ET’s

18 06 2009

Amigos do Perrengue na Trip! Chegaram as fotos, videos e relatos fresquinhos da frias terras de São Tomé das Letras.

É importante ressaltar que a expedição foi um sucesso! Cada vez mais profissional, contando com o apoio de cobaias colaboradores fundamentais! Agradeço desde já aos amigos que participaram dessa aventura, tornando-a especial e inesquecível. (nomes serão citados, se lembrados, mais a diante)

Dia 10/06/2009:  Saída de Niterói

Qualquer 3:30 de atraso em nossa saída é besteira. Pois é. Ao invés de sairmos as 17h, saímos pontualmente às 20:30 da noite. Pegamos lentidão no trânsito saindo de Niterói e do Rio de Janeiro, mas nada que representasse mais do que 1:30 hora de atraso no cronograma de deslocamento. A entrada da via Dutra (BR-116) também estava engarrafada em funça do feriado e do tráfego normal de volta para a casa.

Avançamos pela estrada e a coisa melhorou. Ainda estava por me entender com a tecnologia do painel de controle da Dolores (minha toyotinha 1981), que chegara do mecânico horas antes da nossa partida! Muita informação! Era medidor de temperatura do motor e nível de combustível funcionando ao mesmo tempo, cheio de luz! Não via essa cena a uns 2 anos! Mas o legal é que o nível do diesel só era mostrado quando desligávamos o carro. Por que? E eu sei lá… ela é assim, cheia de manias.

Avançamos rumo à jurisdição paulista da estrada, cientes que já estávamos próximo da entrada para Minas Gerais. O navegador da expedição, Sr Marinho sabiamente traçou 3 opções distintas para São Tomé das Letras e também sabiamentente, esqueceu de trazer um mapa. Resultado: erramos e fomos direto para São Paulo. Rápidamente percebemos que SP é diferente de MG e retornamos, corrigindo nosso rota. (qualquer 30 min de erro, nada grave)

Já em direção ao território mineiro, avançamos em direção à Caxambu, São Lourenço, sul de minas e circuito das águas. Alguns ítens que nos atrasaram: o fato de ser noite, estar chovendo e com neblina. Além disso tudo, eu não conhecia o caminho, a estrada parecia uma prova de slalom.  Brabeira. Isso já era tarde da madrugada, mas a chapa é quente, o comando é vermelho e o piloto é sagaz! Força na peruca, gritavam as apoiadoras Juliana e Bia! Chegamos ao mega trevo / rótula que decidiria nossas vidas. Caxambu pra lá; Lambari pra cá; São Lourenço acolá. Numa fração de segundos e por intervenção do Sr Marinho seguimos para Caxambu. Erramos. Erramos feio. Começaram a aparecer nomes conhecidos dos amigos jipeiros, Aiuruoca, Baependi. Ai eu me animei!

- Opa! Estamos por perto! Meus amigos jiepiros sempre fazem trilhas por aqui e sempre saem em São Tomé!

Entramos em Aiuruoca para perguntar. Perguntar pra quem??? Não tinha viva alma na rua. Paramos de fronte a um posto de gasolina fechado para olhar o mapa pintado na parede. Nisso, acordamos o pobre vigia que gentilmente nos explicou o caminho. Tivemos que retornar uns 40km e depois seguir por uma estrada mal-sombrada que nos levaria diretamente à São Tomé das Letras.

- O quê?! ET? Chupa-cabra?! Pode vir de bonde! Aqui só tem pit-bull-boladão! Eu como ET no pão com maionese vencida, tá de bobeira…

Diante deste inflamado discurso de coragem, seguimos confiantes de que nada aconteceria…Você acha mesmo que não aconteceu nada, numa estrada no meio do mato as 4h da manhã?





4a Exp. PNT – Pingas & ET’s

15 06 2009

Leitores extra-terrenos, olá! Retornamos ontem de nossa investida às misteriosas terras de São Tomé das Letras, sul de Minas Gerais. 

Vamos detalhar aqui, os vários perrengues que passamos perdidos na estrada (incluindo as 10 horas que o corno-oriental que vos escreve dirgigiu), perseguição à disco-voador, rave no Dulla, festival de “toca Raul” entre outras bizarrisses mais.

Mas, isso não será hoje, pois preciso encontrar o cabo de dados do meu celular, fiel companheiro para registrar rapidamente flagras da natureza humana (também conhecido como gafes…), para só então, disponibilizar o material humano coletado, cronologicamente disposto.

Para os leitores mais impacientes, vamos adiantar algumas das milhares de fotografias que fizemos. Lembrando sempre, que estávamos envoltos numa áura mística e energética. Inclusive, registramos um momento ráro de uma divindade incormporada! Isso mesmo! Conseguimos registrar um caboclo incormporado, o Deus Chiva’s, que pedia cachaça o tempo todo e ainda treinou kung-fu do estilo do Bêbado misturado com o Karatê do Sr Miyagui.

DSC04914

Deus Chiiiiiva's totalmente incorporado...

Aguardem! Os perrengues apareceram com força e tornaram uma simples Expedição Perrengue na Trip em mais uma saga, pra lá de especial.